Portão de Brandemburgo · Berlim · Guia independente
Audioguia do Portão de Brandemburgo,
cinco paradas, grátis.
Arenito, 26 metros de altura até o topo da Quadriga, erguido entre 1788 e 1791: ouça a história dele de Pariser Platz até o terraço do Reichstag e depois fotografe qualquer escultura por aqui para o Chiaro dizer de quem é.
Feito pela Chiaro. Sem vínculo com o Portão de Brandemburgo.
Pariser Platz, de frente para o portão
Portão de Brandemburgo, Berlim
Essa foi a parte gratuita
A partir de uma foto, o Chiaro apresenta o Portão de Brandemburgo em cada detalhe.
As cinco paradas · 13 minutos de áudio
Cinco paradas, um percurso,
na ordem em que você vai vê-las.
A maioria dos visitantes dedica ao portão uma foto e segue em frente, mas o nosso audioguia do Portão de Brandemburgo segura você ali uns dez minutos a mais, num passeio por conta própria que termina no alto do Reichstag. As três primeiras paradas ficam ao ar livre, em espaço público, e não pedem nada: o lado leste de Pariser Platz, para ver a fachada inteira, o pé das colunas, para a Quadriga lá em cima, e depois, atravessando as passagens, a Platz des 18. März, no lado oeste, por onde passava o Muro. Um quarteirão ao norte, a quarta é o gramado em frente ao Portal Oeste do Reichstag, ainda espaço público. A quinta é o terraço no telhado do Reichstag, que também não custa nada, mas exige um cadastro no Bundestag antes de subir.
Cada data, nome e medida desta página vem das páginas para visitantes do próprio Bundestag, dos sites da cidade visitBerlin e berlin.de ou dos verbetes da Wikipédia em inglês e em alemão, e em 27 de setembro de 2026 cada regra de visita foi conferida no bundestag.de com a frase de onde foi tirada. O Bundestag se reserva o direito de mudar os procedimentos de uma hora para outra e avisa com placas, então, no dia, as placas do Reichstag valem mais do que qualquer coisa escrita aqui.
Pierre-Selim Huard, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons, recortada. Foto: Pierre-Selim Huard
Parada 1 de 5 · Pariser Platz, a praça de pedestres na ponta oeste da Unter den Linden; fique bem para trás, no lado leste, de frente para o portão
Pariser Platz, de frente para o portão
Carl Gotthard Langhans (1732–1808), arquiteto real do rei Frederico Guilherme II da Prússia; esculturas a partir de Johann Gottfried Schadow (1764–1850) · 1788–1791; restaurado em 2000–2002 · Arenito do Elba, 26 metros de altura até o topo da Quadriga e 11 metros de profundidade; doze colunas dóricas caneladas, cada uma com 13,5 metros de altura
Repare em
- A passagem do meio, visivelmente mais larga que as quatro dos lados: 5,65 metros contra 3,80. Era a passagem das carruagens reais, e até o fim da monarquia quase ninguém mais podia atravessá-la de carruagem.
- Os muros colocados entre cada par de colunas, com seus medalhões redondos e painéis em relevo. Estão ali porque as colunas finas de Langhans não conseguiriam sustentar sozinhas a parte de cima do portão e a Quadriga.
- A fileira de relevos quadrados embaixo da cornija: dezesseis nesta face, centauros lutando contra lápitas, tirados do lado sul do Partenon.
- As duas alas baixas com colunatas que avançam na sua direção, uma de cada lado, como os braços de um pátio de entrada. A do sul abrigava a guarda; a do norte, a alfândega.
Transcrição (2:26)
Fique longe o bastante, em cima dos paralelepípedos, para que o portão inteiro caiba na sua frente, porque você está do lado de onde ele foi feito para ser visto. O portão está virado para a cidade. As alas dos lados avançam na sua direção como os braços de um pátio de entrada, as esculturas se concentram nesta face, e a ideia nunca foi impressionar quem chegava de fora. Era lembrar a quem morava em Berlim quem é que mandava.
Quem encomendou o portão foi Frederico Guilherme Segundo da Prússia, e o arquiteto foi Carl Gotthard Langhans, chefe da repartição real de obras. Ele foi erguido entre 1788 e 1791, no lugar de um portão alfandegário mais antigo, e é o único que sobrou dos dezoito portões da última muralha de Berlim. O modelo foram os Propileus, a entrada da Acrópole de Atenas, e aqui vem a primeira surpresa: Langhans nunca esteve na Grécia. Ele desenhou o portão a partir de livros, das gravuras de Julien-David Le Roy e das de James Stuart e Nicholas Revett.
E, por ordem do rei, ele trapaceou com o modelo. O rei queria a vista mais aberta possível da cidade até o Tiergarten, então Langhans fez o portão muito menos profundo que o original grego, e as colunas mais finas e mais altas. Conte: doze, seis de cada lado, formando cinco passagens. Depois repare nos muros entre os pares. Aquilo não é enfeite. Sozinhas, colunas tão esguias não teriam aguentado o peso que têm em cima, então cada par ganhou um muro de alvenaria para se apoiar.
Agora olhe a passagem do meio. Ela tem 5,65 metros de largura, as outras quatro têm 3,80, e era a passagem das carruagens reais. Até o fim da monarquia só a família real podia usá-la e, a partir de 1814, também a família do general Ernst von Pfuel, como agradecimento por ter trazido a Quadriga de volta de Paris.
No começo o portão se chamava Friedenstor, o Portão da Paz, e foi aberto ao trânsito em agosto de 1791, antes mesmo de ficar pronto. A paz que ele celebrava era uma intervenção militar prussiana nos Países Baixos em 1787. A praça onde você está não teve nome nenhum até março de 1814, quando virou Pariser Platz, praça de Paris, depois que os aliados entraram em Paris.
Mais uma coisa antes de você seguir. Em 1945, todos os prédios em volta desta praça eram escombros, e o portão era a única construção ainda de pé. Tudo o que você vê ao redor foi reconstruído depois de 1990, seguindo regras que fixaram a altura dos beirais em 22 metros.
Nightflyer, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Foto: Nightflyer
Parada 2 de 5 · Pariser Platz, bem perto, embaixo da face leste do portão, olhando para cima, para o ático
A Quadriga e o relevo do ático
Projeto de Johann Gottfried Schadow (1764–1850), batida em cobre por Emanuel Jury, com a Vitória feita pelo mestre Koehler, de Potsdam; o estandarte redesenhado por Karl Friedrich Schinkel (1781–1841); o conjunto atual refundido em 1957–58 pelo escultor Otto Schnitzer e pela fundição Hermann Noack · Instalada em 1793; levada a Paris em 1806 e devolvida em 1814; refundida em 1957–58; restaurada depois de 1990 · Cobre batido, com os cavalos planejados em doze pés prussianos, 3,77 metros, de altura; um relevo de arenito no ático, embaixo, só do lado da cidade
Repare em
- O estandarte na mão da Vitória: uma Cruz de Ferro dentro de uma coroa de carvalho, com uma águia coroada em cima. Schinkel o desenhou em 1814, Berlim Oriental o tirou em 1958 e ele voltou depois de 1990.
- As cabeças dos quatro cavalos, cada uma numa posição diferente. Para poupar trabalho, só dois corpos de cavalo foram modelados, mas cada uma das quatro cabeças ganhou uma pose própria.
- O verde. É cobre, nunca dourado: em 11 de julho de 1793, a conselho da Academia de Artes, o rei decidiu deixá-lo como estava.
- O longo relevo de arenito no ático, logo abaixo dos cavalos. Ele só existe deste lado, o lado da cidade.
Transcrição (2:41)
Chegue bem perto, embaixo das colunas, e olhe direto para cima. Aquela carruagem é o motivo da fama do portão, e muito pouco do que você vê é tão antigo quanto ele.
O projeto é de Johann Gottfried Schadow. Em março de 1789 ficou combinado que ele faria uma maquete em escala de um oitavo, que entalhadores a ampliariam num modelo de madeira em tamanho real e que um caldeireiro, Emanuel Jury, bateria chapas de cobre sobre a madeira. Para ganhar tempo, só dois corpos de cavalo foram feitos, em duas posições diferentes, com quatro cabeças diferentes. Olhe as cabeças, não as patas, e você vai ver o truque. Os cavalos iam ter dez pés de altura, até que a Academia de Artes decidiu no meio do caminho que teriam doze: uns 3,77 metros cada um.
A Quadriga foi instalada em meados de 1793, e ninguém tinha decidido ainda se ela seria dourada. Em julho o rei escolheu o cobre puro, e é por isso que ela é verde.
Depois, a história passou a usá-la. Em outubro de 1806, depois de derrotar a Prússia em Jena e Auerstedt, Napoleão atravessou este portão a cavalo, e em dezembro os homens dele desmontaram a Quadriga, puseram tudo em doze caixotes e mandaram para Paris por rio e por mar. Ela chegou em maio de 1807, nunca foi montada em nenhum monumento francês e acabou exposta no Louvre. Quando os aliados tomaram Paris em 1814, ela voltou para casa, e os berlinenses lhe deram um apelido, a Retourkutsche, a carruagem devolvida.
Na volta, Karl Friedrich Schinkel deu à Vitória um estandarte novo: uma Cruz de Ferro dentro de uma coroa de 169 folhas de carvalho e 90 bolotas, com uma águia coroada em cima. É o que ela segura hoje. Mas nem sempre segurou.
Na Segunda Guerra Mundial a Quadriga ficou praticamente destruída. Sobrou a cabeça de um cavalo, que está no Märkisches Museum. O que salvou o resto foi um molde de gesso tirado em 1942, por precaução. A partir desse molde, o escultor Otto Schnitzer e a fundição Noack fizeram um conjunto novo, e em 1958, depois de uma negociação dura entre as duas metades da cidade, ele voltou lá para cima. Naquele mesmo verão, na noite de dois para três de agosto, Berlim Oriental o desceu de novo, sem alarde, e tirou a águia e a Cruz de Ferro, por serem emblemas do militarismo prussiano.
Elas voltaram depois da queda do Muro, e por um motivo triste. Na virada do ano de 1989, gente subiu no portão e levou embora pedaços do conjunto, entre eles as rédeas. Quando a Quadriga foi descida para ser examinada, os estragos por dentro se revelaram muito piores, e na restauração que veio depois a Vitória recuperou a cruz e a águia.
Um último olhar, mais embaixo. O longo painel esculpido no ático, sob os cascos, foi desenhado por Bernhard Rode em 1791 e modelado por Schadow: um Triunfo da Paz, com figuras que são quase todas mulheres e crianças. Ele só existe deste lado. O portão guarda o melhor para a cidade.
Gary Todd from Xinzheng, China, CC0, via Wikimedia Commons. Foto: Gary Todd from Xinzheng, China
Parada 3 de 5 · Por qualquer uma das passagens do portão até a Platz des 18. März, a praça do lado oeste; lá, vire-se de frente para o portão
Pelas passagens, até o lado oeste
Relevos das passagens desenhados por Bernhard Rode e esculpidos por dez escultores sob a supervisão de Johann Gottfried Schadow (1764–1850); as métopas do lado oeste a partir de modelos de Schadow · Relevos encomendados em março de 1792; Muro, 1961–1989; praça batizada de Platz des 18. März em 2000 · Vinte relevos de arenito com Hércules nas cinco passagens; no calçamento da praça, uma fileira dupla de pedras marca a linha do Muro, aqui uma barreira antitanque de três metros de espessura
Repare em
- Os painéis em relevo no alto das paredes das passagens, enquanto você atravessa: Hércules, em vinte cenas espalhadas pelas cinco passagens.
- A fileira dupla de pedras embutida no calçamento da praça, fazendo uma curva na frente do portão. Ali ficava o Muro.
- O ático liso deste lado. Estava previsto para ele um relevo com sete flechas espalhadas amarradas num feixe, simbolizando as províncias holandesas, que nunca foi esculpido.
- A Vitória vista por trás: as asas, a traseira da carruagem e o manto esvoaçante que Schadow acrescentou porque, deste lado, ela parecia dura e nua.
Transcrição (2:37)
Atravesse uma das passagens laterais, devagar, e olhe para as paredes dos dois lados. Esses painéis esculpidos são Hércules: estrangulando serpentes ainda bebê, lutando com centauros, levando as maçãs das Hespérides. São vinte, espalhados pelas cinco passagens, desenhados por Bernhard Rode e esculpidos por dez escultores diferentes. Eles foram pensados como uma alegoria de Frederico, o Grande, e o próprio Schadow, que os supervisionou, mais tarde os despachou como relevos nas cinco passagens que ninguém consegue ver. Você é um dos poucos que olharam para eles.
Repare também nos nichos altos nas paredes das passagens. Era ali que as folhas do portão se recolhiam. De dia, as folhas de madeira ficavam abertas, para que nada atrapalhasse a vista até o Tiergarten.
Agora saia para a praça e vire-se. Esta é a parte de trás do portão, e dá para perceber. A única decoração desta face é a fileira de relevos quadrados embaixo da cornija. O ático logo acima está vazio: estava previsto ali um relevo com sete flechas espalhadas, amarradas de novo num único feixe, simbolizando as sete províncias holandesas, e por razões que ninguém conhece ele nunca foi feito. E olhe para a Vitória. Ela está indo embora, para longe de você, em direção à cidade. Schadow mandou acrescentar um manto esvoaçante porque, segundo ele, vista por trás ela parecia tão dura e tão nua.
A praça se chama Platz des 18. März desde junho de 2000, por causa de dois 18 de março: o de 1848, quando centenas de civis morreram nos combates de barricada da revolução de Berlim, e o de 1990, a primeira eleição livre da Alemanha Oriental. Entre essas duas datas ela teve uma história bem mais dura. A partir de 1961 isto aqui era a zona de fronteira de Berlim Oriental, e um trecho curvo do Muro passava em volta da frente do portão, reforçado como barreira antitanque de três metros de espessura. Olhe para o chão. A fileira dupla de pedras segue a linha dele.
Em treze de agosto de 1961, berlinenses do lado ocidental se reuniram deste lado para protestar, e entre eles estava o prefeito, Willy Brandt. Em 1963 os soviéticos penduraram faixas vermelhas no portão para que John F. Kennedy não conseguisse enxergar através dele. Richard von Weizsäcker, quando era prefeito, resumiu o problema todo numa frase: a questão alemã continua aberta enquanto o Portão de Brandemburgo estiver fechado. E em doze de junho de 1987, na frente do Muro, bem aqui, Ronald Reagan disse a frase de que todo mundo se lembra: senhor Gorbachev, abra este portão. Senhor Gorbachev, derrube este muro.
O portão foi aberto em vinte e dois de dezembro de 1989, quando Helmut Kohl o atravessou vindo do oeste e Hans Modrow o esperava do outro lado.
Leonhard Lenz, CC0, via Wikimedia Commons. Foto: Leonhard Lenz
Parada 4 de 5 · Platz der Republik, no gramado em frente ao Portal Oeste, um quarteirão ao norte do portão
O Portal Oeste do Reichstag e Dem Deutschen Volke
Paul Wallot (1841–1912), arquiteto; as letras de Peter Behrens (1868–1940) com Anna Simons, fundidas pela fundição de bronze Loevy; o prédio reconstruído em 1995–1999 por Norman Foster · Construído em 1884–1894; inscrição instalada de 20 a 24 de dezembro de 1916 · Arenito da Silésia, 30.000 metros cúbicos, sobre mais de 32 milhões de tijolos; a inscrição com 16 metros de comprimento, em letras de 60 centímetros de altura fundidas a partir de canhões derretidos
Repare em
- DEM DEUTSCHEN VOLKE ao longo da viga sobre as colunas: 16 metros de letras, cada uma com 60 centímetros de altura, fundidas a partir de dois canhões derretidos.
- O formato das letras, nem capitais romanas nem a Fraktur alemã. Peter Behrens desenhou um meio-termo porque a escolha da fonte tinha virado uma briga política por si só.
- As quatro torres dos cantos, uma para cada um dos reinos que entraram no império em 1871: Prússia, Baviera, Saxônia e Württemberg.
- O brasão imperial no frontão, com figuras do Norte e do Sul da Alemanha de cada lado.
Transcrição (2:38)
Fique na grama com toda a fachada oeste na sua frente e leia as palavras acima das colunas. Dem Deutschen Volke. Ao povo alemão. Nos primeiros vinte e dois anos do prédio, elas simplesmente não estavam ali, e para colocá-las foram precisos a objeção de um imperador e uma guerra mundial.
Paul Wallot, um arquiteto de Frankfurt, ganhou o concurso em 1882, e o prédio foi erguido entre 1884 e 1894, pago com as reparações que a França teve de entregar depois da guerra de 1870 e 1871: 24 milhões de marcos-ouro, 30.000 metros cúbicos de arenito da Silésia, mais de 32 milhões de tijolos. As quatro torres dos cantos representam os quatro reinos que formavam o novo império: Prússia, Baviera, Saxônia e Württemberg.
Wallot sempre quis que a viga sobre o portal levasse essa dedicatória. O imperador não gostava da ideia. Guilherme Segundo, neto do Guilherme que lançou a pedra fundamental, passou a detestar o prédio inteiro, que chamava de cúmulo do mau gosto e, em particular, de casa dos macacos do império, e dizem que rejeitou a frase porque ela homenageava o povo como soberano. Então o espaço ficou vazio até 1915, quando a ideia voltou, com autoridades preocupadas porque a guerra estava custando ao imperador a lealdade do seu povo. Guilherme deu a entender que não aprovaria, mas que não se oporia se a comissão de decoração aprovasse.
Depois brigaram por causa da fonte: capitais clássicas ou Fraktur alemã. Peter Behrens, trabalhando com Anna Simons, desenhou o meio-termo que você está vendo. O bronze veio de dois canhões tomados dos franceses nas guerras de libertação de 1813 a 1815, derretidos, e as letras foram fundidas pela Loevy, uma empresa familiar judaica. Elas foram instaladas entre vinte e vinte e quatro de dezembro de 1916.
Dois anos depois, em nove de novembro de 1918, Philipp Scheidemann proclamou a república de uma das sacadas deste prédio. Em vinte e sete de fevereiro de 1933, quatro semanas depois de Hitler virar chanceler, um incêndio destruiu o interior, e o fogo virou pretexto para suspender as liberdades civis. Durante a divisão, o prédio ficou em Berlim Ocidental, com o Muro passando colado ao seu lado leste.
E no verão de 1995, por duas semanas, ele sumiu por completo: Christo e Jeanne-Claude embrulharam o prédio inteiro num tecido prateado amarrado com corda azul, e cinco milhões de pessoas vieram ver um pacote. Quando o embrulho saiu, Norman Foster esvaziou o prédio até as paredes externas e o reconstruiu, mantendo as marcas de bala e as pichações que soldados soviéticos deixaram aqui em 1945. O Bundestag se reuniu pela primeira vez sob estas palavras em dezenove de abril de 1999.
Schlaier, domínio público, via Wikimedia Commons. Foto: Schlaier
Parada 5 de 5 · Terraço no telhado do Reichstag, com acesso por elevador a partir do Portal Oeste depois da revista de segurança; a única parada deste passeio que exige o cadastro prévio gratuito
O terraço no telhado, ao lado da cúpula
Norman Foster (nascido em 1935), a partir da cúpula de vidro visitável proposta primeiro por Gottfried Böhm; sobre o prédio de Paul Wallot de 1884–1894 · Projeto da cúpula apresentado em 8 de maio de 1995; prédio reconstruído entregue em 19 de abril de 1999 · Um terraço a 24 metros do chão; a cúpula de vidro, com 38 metros de diâmetro e 23,5 metros de altura, o topo a 47 metros do chão, sobre cerca de 800 toneladas de aço revestidas com 3.000 metros quadrados de vidro
Repare em
- O Portão de Brandemburgo a sul-sudeste, onde este passeio começou, com a Quadriga de perfil, seguindo para a esquerda, para o leste, rumo ao centro.
- A Coluna da Vitória e a Chancelaria, citadas pelo próprio guia da cúpula do Bundestag entre o que se vê na volta.
- As torres dos cantos de Wallot, erguendo-se nas bordas do terraço, uma para cada reino de 1871, agora na altura dos olhos.
- O lado de fora da estrutura da cúpula: 24 nervuras verticais de aço cruzadas por 17 anéis.
Transcrição (2:27)
Você está a 24 metros de altura, no telhado do prédio que acabou de olhar lá do gramado, e as torres dos cantos que pareciam tão altas lá de baixo agora estão mais ou menos na altura dos seus olhos. Vá até a beirada do terraço e procure o Portão de Brandemburgo a sul-sudeste. Daqui de cima você vê a Quadriga de perfil, seguindo para a esquerda, para o leste, rumo ao centro da cidade, exatamente como foi pensada.
O Bundestag descreve este telhado como um lugar com vista para o bairro do parlamento e do governo e para os pontos turísticos de Berlim, e o próprio guia dele para crianças cita três: a Chancelaria, a Coluna da Vitória e o portão. Na cidade dividida, os chefes de Estado estrangeiros eram trazidos com frequência aos terraços externos deste prédio por um único motivo: olhar por cima do Muro.
Agora vire-se para a cúpula ao seu lado. O prédio de Wallot também tinha uma, de aço e vidro, considerada uma façanha de engenharia em 1894, e o imperador se ressentia dela em parte porque subia mais alto que a cúpula de 67 metros do seu próprio palácio. Ela foi danificada no incêndio de 1933 e de novo na guerra, e em vinte e dois de novembro de 1954 especialistas soviéticos explodiram o que restava dela, oficialmente porque estava instável.
A nova quase não existiu. O projeto de Norman Foster para a reconstrução não tinha cúpula nenhuma, e ele deixou por escrito que não podia recomendar nenhuma estrutura no telhado construída por motivos puramente simbólicos. Os políticos queriam uma. Sob essa pressão, o telhado foi redesenhado várias vezes, e em oito de maio de 1995 Foster apresentou uma cúpula de vidro visitável, que os deputados aprovaram. A ideia de uma cúpula de vidro por onde os visitantes pudessem subir já tinha sido desenhada anos antes, em 1988, pelo arquiteto Gottfried Böhm. Ou seja, a cúpula é um meio-termo contra o qual o seu próprio arquiteto argumentou.
Olhe o lado de fora dela. É meio elipsoide, com 38 metros de diâmetro e 23,5 de altura, e o topo fica a 47 metros do chão, bem abaixo de onde chegava a cúpula de Wallot. A estrutura tem 24 nervuras verticais e 17 anéis, cerca de 800 toneladas de aço sustentando 3.000 metros quadrados de vidro. Mais de 300 metros quadrados de painéis solares neste telhado ajudam a abastecer o prédio de energia.
Quase três milhões de visitantes por ano vêm a este prédio, o que faz dele o prédio de parlamento mais visitado do mundo. Antes de ir embora, olhe por cima do parapeito oeste para a Platz der Republik. A bandeira grande no gramado é a Bandeira da Unidade, de seis por dez metros, hasteada ali à meia-noite em ponto de três de outubro de 1990, e ela continua lá.
Guia independente · Chiaro
Aponte o Chiaro para qualquer coisa no Portão de Brandemburgo.
Vinte painéis de Hércules nas passagens, trinta e duas métopas, uma Vitória que foi a Paris e voltou e um parlamento em que cada torre de canto quer dizer alguma coisa: cinco paradas mal arranham a superfície. Aponte o app do Chiaro para um relevo, um brasão ou um prédio no horizonte visto do terraço do Reichstag e ele diz o que é, de quando é e quem pagou, e depois responde à sua próxima pergunta, e à seguinte.
Antes de ir
Como chegar
O portão fica na Pariser Platz, em Berlin-Mitte, onde a Unter den Linden encontra a Ebertstraße; a praça é uma área de pedestres com calçamento de pedra e o portão é fechado ao trânsito, então as três primeiras paradas ficam abertas a qualquer pessoa, assim como a quarta, no gramado da Platz der Republik. O Reichstag fica um quarteirão ao norte, na Platz der Republik. Para o terraço, vá até a entrada principal de visitantes indicada na planta do próprio Bundestag; o acesso pelo norte, pelo lado da Paul-Löbe-Haus e da estação central, está restrito por causa de obras. Cadeirantes e visitantes com carrinho de bebê usam a entrada que fica abaixo e à direita do Portal Oeste, chamada West C.
As linhas S1, S2, S25 e S26 do S-Bahn e a linha U5 do U-Bahn param na estação Brandenburger Tor, embaixo da Unter den Linden, ao lado da Pariser Platz. Para o trecho final do passeio, no Reichstag, a U5 também para na estação Bundestag.
Ingressos e acesso
- O terraço e a cúpula são grátis, mas só com cadastro prévio no bundestag.de, informando sobrenome, nome e data de nascimento de cada pessoa; não existe cadastro por telefone. Sem reserva, tente o centro do Serviço de Visitantes na Platz der Republik, em frente ao Reichstag: se ainda houver vagas, ele emite uma confirmação nominal, com pelo menos duas horas de antecedência em relação à visita, e todos a partir de 16 anos precisam mostrar um documento original com foto, que é conferido de novo na entrada.
- O terraço e a cúpula abrem todos os dias, com entradas a cada quinze minutos e último acesso às 21:45. Em 24 de dezembro ficam fechados o dia todo, e em 31 de dezembro fecham às 16:00, com último acesso às 14:30. O cadastro presencial no centro de atendimento funciona das 8:00 às 20:00 na temporada de verão, de abril a outubro, e das 8:00 às 18:00 no inverno, de novembro a março; nos fins de semana, só das 10:00 às 18:00, e nas terças-feiras das semanas de sessão do Bundestag fecha às 14:00.
- A cúpula em si fecha para limpeza e manutenção de 28 de setembro a 2 de outubro de 2026 e de novo de 19 a 30 de outubro de 2026. O terraço, e com ele a última parada desta página, continua aberto nesses dias, mas o audioguia do Bundestag não é entregue enquanto a cúpula está fechada.
- Conte com uma revista como a de aeroporto no Reichstag: bolsas e casacos passam pelo raio X e você passa por um detector de metais. Bagagem grande não é permitida e não há onde deixá-la no local.
O audioguia oficial
O portão não tem guia oficial próprio: é um monumento público, sem administração e sem áudio. O Reichstag tem, e é grátis. O Bundestag entrega no terraço um audioguia de 20 minutos em doze idiomas, inclusive inglês, com versões em alemão para crianças, em linguagem simples e para visitantes com deficiência; ele fala do prédio, do parlamento e do que se vê da cúpula, e não é oferecido enquanto a cúpula está fechada. Lá em cima a visita é sempre por conta própria. Esta página começa pelo chão: quatro paradas no nível da rua, antes de qualquer cadastro, e depois o terraço, cada uma com o texto completo embaixo do player.
Site oficial →Perguntas
Existe um audioguia grátis do Portão de Brandemburgo?
O desta página é grátis e funciona no seu navegador: cinco paradas narradas, da Pariser Platz ao terraço do Reichstag, com o texto impresso embaixo de cada uma. O portão não tem áudio oficial próprio, mas o Bundestag empresta um audioguia gratuito no terraço do Reichstag. Para um relevo ou um prédio que nenhum dos dois menciona, o app do Chiaro narra a partir de uma foto.
Dá para ouvir o audioguia do Portão de Brandemburgo sem fazer cadastro para o Reichstag?
Quatro das cinco paradas, sim. A Pariser Platz, a Quadriga, o lado oeste e o gramado em frente ao Portal Oeste do Reichstag são todos espaço público. Só a última parada, o terraço, fica depois da revista de segurança do Bundestag, e subir é grátis, mas exige cadastro prévio ou uma confirmação em cima da hora no centro de atendimento da Platz der Republik.
Quanto custa o audioguia oficial do Portão de Brandemburgo?
Para o portão, ele não existe: é um monumento público, sem administração. No terraço do Reichstag, o audioguia do próprio Bundestag não custa nada. Ele dura 20 minutos, tem doze idiomas, inclusive inglês, e é retirado no terraço, mas não enquanto a cúpula estiver fechada para limpeza.
Onde devo ficar para começar o passeio pelo Portão de Brandemburgo?
Na Pariser Platz, a praça de pedestres na ponta oeste da Unter den Linden, bem para trás no lado leste, para que a fachada inteira caiba no seu campo de visão. É para esse lado que o portão foi construído para ficar virado, e é para lá que a Quadriga olha. A estação Brandenburger Tor, do S-Bahn e da U5, sai ao lado da praça.
Quando a cúpula do Reichstag fica fechada?
Em 24 de dezembro, a cúpula e o terraço ficam fechados o dia todo, e em 31 de dezembro fecham às 16:00. Só a cúpula também fecha para limpeza em dois períodos, de 28 de setembro a 2 de outubro de 2026 e de 19 a 30 de outubro de 2026, enquanto o terraço continua aberto. Para outros fechamentos, o Serviço de Visitantes do Bundestag responde por telefone.
Por onde passava o Muro de Berlim no Portão de Brandemburgo?
Logo a oeste dele, em volta do que hoje é a Platz des 18. März. Um trecho curvo do Muro cercava a praça na frente do portão, reforçado como barreira antitanque de três metros de espessura, e hoje uma fileira dupla de pedras no calçamento marca a linha dele. De 1961 até 22 de dezembro de 1989, o portão ficou fechado.
Mais audioguias
Feito pela Chiaro. Sem vínculo com o Portão de Brandemburgo.