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Catedral de Colônia · Colônia · Guia independente

Audioguia da Catedral de Colônia,
cinco paradas, grátis.

Começada em 1248 e terminada em 1880, com uma torre sul de 157,22 metros: cinco dos seus lugares são narrados aqui embaixo, e as perguntas sobre os seis séculos que ficam no meio você faz à câmera do Chiaro.

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Feito pela Chiaro. Sem vínculo com a Catedral de Colônia.

9:41

A fachada oeste e as suas duas torres

Catedral de Colônia, Colônia

0:00 2:36
Parada 1 de 5

As cinco paradas · 13 minutos de áudio

Cinco paradas, um percurso,
na ordem em que você vai vê-las.

Passar em frente à Catedral de Colônia leva um minuto, e explicá-la leva seis séculos, por isso o nosso audioguia da Catedral de Colônia escolhe só cinco lugares, num percurso curto para fazer por conta própria. Dois ficam do lado de fora, na Domplatte, a esplanada da catedral, e não custam nada: a fachada oeste, para ouvir na praça em frente ao Portal Principal, e o Petersportal, na ponta direita dessa mesma fachada. Os dois seguintes ficam lá dentro, com o ingresso que o cabido cobra pela visita turística desde 1º de julho de 2026: a nave, a poucos passos do Portal Principal, e o cruzeiro, onde você olha para o leste, ao longo do coro, até o altar-mor e o Relicário dos Reis Magos logo atrás dele. O quinto é a torre sul, com ingresso e entrada próprios, descendo a escada ao lado da torre, pelo lado da Roncalliplatz. São uns dez minutos e meio de áudio e cerca de trezentos metros no plano, mais 533 degraus se você subir.

O que esta página diz sobre como entrar vem de koelner-dom.de e das páginas de ingressos do cabido, consultadas em 26 de setembro de 2026, e cada data e cada medida das gravações se apoia também numa segunda fonte. Partes do edifício fecham em cima da hora quando o culto precisa delas; os guardas de túnica vermelha na porta têm a última palavra, e se o que eles disserem for diferente desta página, vale o que eles dizem, e quem vai ser corrigido é o nosso texto.

Parada 1 de 5 · Domplatte, a praça em frente ao Portal Principal da fachada oeste, do lado de fora da catedral e de graça

A fachada oeste e as suas duas torres

Concluída entre 1842 e 1880 pelos arquitetos da catedral Ernst Friedrich Zwirner (no cargo de 1833 a 1861) e Richard Voigtel (no cargo de 1861 a 1902), segundo o desenho medieval da fachada conhecido como Riss F; a parte baixa da torre sul é dos séculos XIV e XV · Começada por volta de 1350; obras da torre sul interrompidas por volta de 1450; torres concluídas em 15 de outubro de 1880 · Pedra; torre sul de 157,22 m, torre norte de 157,18 m, fachada oeste com 61,54 m de largura

Repare em

  • As flechas. São rendilhados de pedra vazada, de oito lados e abertos de um lado a outro, uma forma que o projetista medieval tirou dos relicários de ourivesaria.
  • O florão de pedra em tamanho real que fica na praça: a mesma flor de vários andares que coroa cada flecha a 157 metros de altura.
  • As duas torres lado a lado. O cabido mede a torre sul em 157,22 metros e a norte em 157,18: quatro centímetros de diferença.
  • A pedra escurecida. Consertar a alvenaria desgastada pelo tempo e pela poluição é hoje o principal trabalho da oficina da própria catedral.
Transcrição (2:36)

Vá se afastando pela Domplatte até que as duas torres caibam num só olhar, e depois continue se afastando, porque da maior parte desta praça elas não cabem. A torre sul, à sua direita, tem 157,22 metros. A torre norte, à sua esquerda, 157,18. Quatro centímetros de diferença, sobre uma fachada de sessenta e um metros e meio de largura.

Olhe primeiro para as flechas. Elas não são maciças. São rendilhados de pedra vazada, de oito lados, abertos de um lado a outro, e cada uma termina num grande florão, uma flor de pedra com as pétalas viradas para cima. Um desses florões está em tamanho real na praça, na sua frente, para você ver o que fica no alto de uma flecha a 157 metros de altura. A forma vem da ourivesaria: o projetista medieval desenhou estas torres como se o edifício fosse um relicário, e, como você vai ouvir lá dentro, era exatamente isso que ele devia ser.

Agora, a surpresa. Quase tudo o que você está vendo é do século XIX, e mesmo assim é um projeto medieval. A obra começou aqui em 1248, com um tal mestre Gerhard de quem quase nada se sabe além do nome. Depois de 1520 o ritmo diminuiu, e por volta de 1560 a obra parou de vez, com o coro pronto do outro lado e a torre sul ainda um toco inacabado. Ficou assim por três séculos, e Colônia tinha um ditado para isso: quando a catedral ficar pronta, o mundo vai acabar.

O que a salvou foi um desenho. A elevação medieval desta fachada, conhecida como Riss F, tem pouco mais de quatro metros de altura: vinte folhas de pergaminho coladas borda com borda. Ela sumiu e voltou em duas metades: a torre norte em 1814, no sótão de uma estalagem em Darmstadt, e o centro e a torre sul em 1816, com um negociante em Paris. Juntas, as duas metades disseram aos construtores do século XIX exatamente o que construir. A partir de 1842 foi o que eles fizeram, primeiro a nave e o transepto; quando as torres começaram a subir, a partir da década de 1860, trabalhavam nelas mais de quinhentos operários, com carrinhos de guincho correndo sobre trilhos pelo canteiro e uma máquina a vapor, e em 15 de outubro de 1880, seiscentos e trinta e dois anos depois da pedra fundamental, as torres ficaram prontas. Durante quatro anos, este foi o edifício mais alto do mundo.

O arquiteto Richard Voigtel anunciou pouco antes de morrer, em 1902, que a catedral estava enfim completa. Em maio de 1906, depois da missa de domingo, a asa de um anjo de pedra se soltou lá de cima do portal principal, e um guarda-chuva amorteceu a queda. Desde então a oficina não parou de consertar esta fachada, um bloco gasto de cada vez, num edifício que já foi declarado pronto duas vezes.

Parada 2 de 5 · Fachada oeste, a porta da direita (sul), embaixo da torre sul, na Domplatte; na frente dela fica a maquete tátil de bronze da catedral

O Petersportal, o único portal medieval

Escultores do círculo dos Parler, sob a direção do arquiteto da catedral Miguel de Saboia; cinco estátuas das ombreiras são medievais, o resto é do século XIX · Por volta de 1370–1380; estátuas originais substituídas por cópias entre 1972 e 1980 · Portal de pedra na base da torre sul, que ficou parada em 56,14 m do século XV até a década de 1860; cinco estátuas medievais das ombreiras, maiores que o natural, hoje cópias

Repare em

  • As estátuas das ombreiras mais perto da porta: três à esquerda, Pedro, André e Tiago, e duas à direita, Paulo e João, são o conjunto medieval, aqui em cópia. As que ficam mais para fora são do século XIX e se distinguem pela cor e pelo entalhe.
  • Os profetas sentados e os anjos nas arquivoltas acima da porta, esculpidos para serem vistos por quem passa por baixo, e não do outro lado da praça.
  • A maquete de bronze da catedral em frente ao portal, de 65 por 90 centímetros, com legendas em braile e em letra impressa em volta da base.
Transcrição (2:18)

Vá até a ponta direita da fachada oeste, até a porta embaixo da torre sul, e você vai estar diante da única porta desta catedral que a Idade Média conseguiu terminar, ainda que só em parte. O edifício tem doze portais. Este, o Petersportal, o portal de São Pedro, foi feito mais ou menos entre 1370 e 1380, e quando os construtores voltaram no século XIX, usaram-no como modelo para todos os outros.

Olhe para as figuras altas de cada lado da porta e comece pelas mais próximas da entrada. Três à esquerda, Pedro, André e Tiago, e duas à direita, Paulo e João: essas cinco são o conjunto medieval. Todas as que vêm mais para fora são do século XIX, e quando você sabe disso, dá para perceber, na cor e no entalhe. Uma correção, por honestidade: as cinco que estão na sua frente são cópias em pedra artificial, colocadas entre 1972 e 1980 porque as originais estavam se desfazendo. As originais hoje ficam no Tesouro da catedral.

Os escultores vinham do círculo dos Parler, a principal família de construtores e escultores do século XIV, a família de Peter Parler, que construiu a Catedral de São Vito, em Praga. O arquiteto da catedral de Colônia, mestre Miguel, era parente deles: em 1381 a filha dele se casou com Heinrich, sobrinho de Peter Parler, e é a Heinrich que se atribui a santa Catarina deste portal. Levante os olhos para as arquivoltas acima da porta e procure os profetas sentados e os anjos. Eles foram esculpidos para serem encontrados por quem passa, não para serem admirados do outro lado da praça; os escultores pensaram o portal inteiro como um espaço em que se entra. Um dos anjos está balançando um sino, e já foi chamado de a escultura em pedra mais encantadora da sua época.

A parede em volta desta porta é a base da torre sul medieval. Em meados do século XV ela tinha chegado a 56,14 metros, e ali parou, com um guindaste de madeira no alto que, durante quatro séculos, foi o emblema de Colônia. Ele foi desmontado em 1868. Em 1401, um rei alemão, Roberto do Palatinado, foi coroado nesta catedral e entrou em procissão pela nave lateral sul, logo do outro lado desta parede.

Antes de entrar, olhe para o chão em frente ao portal. Tem uma maquete de bronze da catedral inteira, com noventa centímetros de comprimento, feita para ser tocada, com braile em volta da base. Ponha a mão nas duas torres. É a única vez hoje que você vai poder segurá-las.

Parada 3 de 5 · Logo depois do Portal Principal, na ponta oeste, olhando para o leste ao longo da nave; os vitrais bávaros ficam na nave lateral sul, à sua direita

A nave, logo depois do portal principal

Construída entre 1842 e 1863 sob a direção dos arquitetos da catedral Ernst Friedrich Zwirner (no cargo de 1833 a 1861) e Richard Voigtel (no cargo de 1861 a 1902), segundo o projeto medieval; abóbadas reconstruídas depois de 1945 sob a direção de Willy Weyres · Nave concluída em 1863; restauração dos danos da guerra terminada em 1956 · Pedra; abóbada com 43,35 m de altura interna, nave central com 12,50 m de largura, nave e naves laterais somando 45,19 m de largura

Repare em

  • A abóbada, a 43,35 metros de altura, correndo sem interrupção até o coro lá no fundo: nave, cruzeiro e coro têm a mesma altura e a mesma largura.
  • À sua direita, os vitrais bávaros da nave lateral sul, grandes cenas pintadas da oficina real de vidro de Munique, doados por Luís I em 1848.
  • À sua esquerda, os vitrais da nave lateral norte, de 1507 a 1509, com os seus doadores, arcebispos, o deão e a cidade de Colônia, retratados no próprio vidro.
  • Os pilares: cada um é um feixe redondo de doze colunelos, um a cada sete metros e meio.
Transcrição (2:36)

Entre pelo portal principal, dê alguns passos e pare. Daqui a abóbada corre para o leste por todo o comprimento da igreja, e tem 43,35 metros de altura do começo ao fim. Nave, cruzeiro e coro têm a mesma altura e a mesma largura, doze metros e meio entre os pilares, e cada pilar é o mesmo feixe redondo de doze colunelos, um a cada sete metros e meio. O estranho é justamente essa regularidade. Este espaço foi construído ao longo de mais de seis séculos, em cinco campanhas de obra, e parece ter sido erguido de uma vez só.

Não foi. Durante a maior parte da sua história, isto aqui eram dois edifícios. O coro, lá no fundo, ficou pronto no século XIV e foi fechado por uma parede. Onde você está havia uma casca construída pela metade, sob um telhado improvisado. A parede entre os dois ficou de pé por quinhentos e sessenta anos. Caiu em 1863, quando esta nave ficou pronta, e nem o rei da Prússia que tinha lançado a pedra da conclusão nem o arquiteto Ernst Friedrich Zwirner viveram para ver: os dois tinham morrido em 1861.

Agora olhe para a sua direita, para a nave lateral sul, para os grandes vitrais pintados. São os vitrais bávaros. O rei Luís I da Baviera os doou em 1848, pelos seiscentos anos da pedra fundamental; foram feitos no Real Instituto de Pintura em Vidro de Munique e inaugurados em 14 de agosto daquele ano. Depois vire-se para a nave lateral norte, à sua esquerda. Aqueles vitrais são trezentos e quarenta anos mais antigos, feitos entre 1507 e 1509, entre as últimas coisas feitas antes de a obra medieval desacelerar depois de 1520 e, por fim, parar, e quem pagou por eles está no vidro: arcebispos, o deão, a cidade de Colônia.

Dois períodos difíceis deixaram marcas neste espaço. Durante a ocupação francesa, a catedral foi fechada e usada como depósito e como campo de prisioneiros, e no inverno de 1797 os presos queimaram o mobiliário de madeira desta nave para se aquecer. Na Segunda Guerra Mundial ela levou catorze bombas pesadas, e a maior parte das abóbadas altas sobre a sua cabeça desabou. Os vitrais medievais sobreviveram porque tinham sido retirados a tempo, parte deles para um bunker embaixo da torre norte. A nave só voltou a ficar inteira em 1956.

Há cerca de dez mil metros quadrados de janelas neste edifício, mais ou menos tanto vidro quanto chão embaixo dele, e de todas as grandes catedrais, a de Colônia é a que tem mais janela para o seu comprimento. Deixe o olhar subir pelo pilar mais próximo até onde a luz entra, quarenta e três metros acima de você.

Parada 4 de 5 · O cruzeiro, olhando para o leste ao longo do coro; o relicário fica atrás do altar-mor medieval, na ponta leste

O altar-mor e, atrás dele, o Relicário dos Reis Magos

Oficina do ourives Nicolau de Verdun e oficinas posteriores de Colônia e do Mosa, para o arcebispo Filipe de Heinsberg (morto em 1191); restaurado entre 1961 e 1973 · De cerca de 1190 a cerca de 1220; atrás do altar-mor desde 1948 · Prata dourada sobre núcleo de madeira, com esmaltes e mais de 1000 gemas e pérolas; 220 cm de comprimento, 110 cm de largura, 153 cm de altura

Repare em

  • Bem no fundo do coro, depois do altar-mor: a forma dourada na vitrine é o relicário, colocado no eixo central da catedral.
  • O bloco de mármore preto do altar-mor, com as suas arcadas de mármore branco cheias de pequenas figuras. Só as figuras da frente são medievais.
  • As figuras pintadas e douradas nos pilares do coro, Cristo, Maria e os doze apóstolos, feitas pela oficina da catedral no começo do século XIV.
Transcrição (3:00)

Suba pela nave até o cruzeiro, onde os braços do transepto se abrem dos dois lados, e olhe para o leste, ao longo do coro. Lá no fundo, depois do bloco escuro do altar-mor, há uma forma dourada numa vitrine. Essa é a razão de este edifício existir.

É o Relicário dos Reis Magos, e a descrição da própria catedral não faz rodeios: o maior, o mais importante e o mais ambicioso relicário da Idade Média. Tem a forma de uma pequena igreja, com 220 centímetros de comprimento, 110 de largura e 153 de altura, coberto de prata dourada, com setenta e quatro figuras cinzeladas, mais de mil gemas e pérolas e cerca de trezentas pedras lapidadas, muitas delas camafeus e entalhes antigos. Nenhum outro objeto medieval tem tantas gemas gravadas da Antiguidade.

O que ele guarda explica todo o resto. Em 23 de julho de 1164, o arcebispo Reinaldo de Dassel trouxe para Colônia ossos venerados como sendo dos três Reis Magos, um presente do imperador Frederico Barba-Ruiva tirado do espólio de Milão. Os peregrinos vieram em tal número que Colônia virou uma das grandes cidades de peregrinação da Europa, e a cidade pôs três coroas no seu brasão, que ainda usa. A partir de cerca de 1190, a oficina do ourives Nicolau de Verdun fez o relicário, e o trabalho foi até por volta de 1220. Em 1248, Colônia começou uma catedral nova para abrigá-lo, e o cabido até hoje descreve o edifício como um relicário de pedra para o relicário de ouro. Aquelas flechas vazadas lá fora são a mesma ideia a 157 metros.

O relicário não teve uma vida tranquila. Por volta de 1200, o rei Otão IV deu três coroas de ouro para os reis e mandou se representar no próprio relicário, caminhando atrás dos Magos, com a legenda Otto Rex. Em 28 de janeiro de 1574, um ladrão levou o grande camafeu da frente. Ele só foi reconhecido em 1952, em Viena: era o Camafeu dos Ptolomeus, com cerca de dois mil e trezentos anos. Em 1794, durante a fuga diante do exército francês, o relicário foi encurtado em um tramo inteiro. Na Segunda Guerra Mundial, foi primeiro para um castelo em Pommersfelden e depois, em 1944, fez uma viagem por um país que estava sendo arrasado pelas bombas: para Fulda, que foi atingida enquanto o transporte estava a caminho, para Siegen, onde a porta do bunker se revelou pequena demais, e de volta para Colônia, para o bunker embaixo da sacristia.

Em 1948, pelos setecentos anos da pedra fundamental, ele foi remontado e trazido de volta à igreja, e está lá desde então, atrás do altar, no eixo central. A restauração de 1961 a 1973 devolveu a ele a sua forma original. Desde a nova vitrine, de 2004, as procissões podem passar por baixo dele.

O altar na frente merece um olhar só para ele. Foi consagrado a São Pedro em 27 de setembro de 1322: mármore preto, com a frente coberta de pequenas arcadas de mármore branco cheias de figuras, e o tampo é uma única laje, a maior pedra de toda a catedral. Só as figuras da frente são medievais. Atrás, emoldurado pelos apóstolos pintados nos pilares do coro, o ouro pega a luz que os vitrais do coro deixarem entrar.

Parada 5 de 5 · Entrada da torre ao pé da escada ao lado da torre sul, na direção da Roncalliplatz, sinalizada “Dom-Turm / Parkhaus / Toiletten”; a parada é o mirante lá em cima

A torre sul: 533 degraus até o mirante

Parte baixa da torre feita pela oficina medieval da catedral, séculos XIV e XV; parte alta e flecha concluídas em 1880 sob a direção do arquiteto da catedral Richard Voigtel (no cargo de 1861 a 1902) · Começada por volta de 1350; parte alta da década de 1860 a 1880 · Pedra; 533 degraus até um mirante a cerca de 100 m de altura, sala dos sinos a cerca de 53 m, torre de 157,22 m

Repare em

  • Na sala dos sinos, o Petersglocke: 3,22 metros de diâmetro, 3,2 metros de altura, com um badalo de cerca de 600 quilos.
  • Do mirante, o Reno e a ponte Hohenzollern, com seis linhas de trem, atravessando até Deutz, e a estação central logo atrás da torre norte.
  • A flecha da torre norte ao seu lado, tão perto que dá para ler o rendilhado, quatro centímetros mais baixa do que a torre em que você está.
Transcrição (2:31)

Saindo da catedral, vá para a Roncalliplatz e procure a escada que desce ao lado da torre sul. A subida começa embaixo da terra, numa passagem pelas fundações medievais da torre, e depois vira uma escada em caracol: 533 degraus até o alto, numa escada tão estreita que duas pessoas mal conseguem passar uma pela outra. Vá com calma. Todo mundo vai.

Esta é a coisa mais antiga que você vai subir em Colônia, e também uma das mais novas. A parte de baixo é medieval. Em meados do século XV, a torre tinha 56,14 metros, e ali parou. Em cima do toco, os construtores deixaram o seu guindaste, uma máquina giratória de madeira com mais de vinte e cinco metros de altura, e por quatrocentos anos ele foi o emblema da cidade, e o símbolo de uma cidade que tinha ficado para trás, até ser desmontado em 1868. Em 1842, quando a conclusão começou, a nova pedra fundamental foi içada até o alto desta torre inacabada e ali embutida na alvenaria. Quase tudo o que se ergue acima da sala dos sinos foi construído nas décadas de 1860 e 1870.

Depois de 291 degraus, a uns cinquenta e três metros, você chega à sala dos sinos, onde estão pendurados oito dos doze sinos da catedral. Dois deles, Pretiosa e Speciosa, foram fundidos aqui mesmo, no canteiro de obras, em 1448 e 1449. O gigante é o Petersglocke, o sino de São Pedro, que no dialeto de Colônia se chama Decke Pitter, “Pedro Gordo”: vinte e quatro toneladas, 3,22 metros de diâmetro, com um badalo de cerca de seiscentos quilos. Foi fundido em Apolda em maio de 1923 para substituir o Kaiserglocke, o sino do Imperador, feito com canhões franceses capturados e cortado à mão em 1918 para virar metal de guerra. Içar o sino novo até este nível, em dezembro de 1924, exigiu dez cordas, dois guinchos manuais e oito homens, a cerca de cinco minutos por metro. A primeira tentativa de tocá-lo, na véspera de Natal de 1924, falhou; Colônia o ouviu pela primeira vez em 28 de outubro de 1925. Até o fim do século XX, foi o maior sino de balanço livre do mundo, e ainda hoje só toca em poucas grandes festas.

Continue subindo. O caracol termina a uns setenta metros, e uma escada de metal leva você pelo último trecho até o mirante, a cerca de cem metros acima da praça. Agora olhe. O Reno está logo ali, a leste, com a ponte Hohenzollern levando seis linhas de trem até Deutz e a estação central logo atrás da torre norte. Depois olhe para a flecha da torre norte, tão perto que dá para ler o rendilhado: quatro centímetros mais baixa do que a que está sob os seus pés, e quatro séculos de obra.

Guia independente · Chiaro

Aponte o Chiaro para qualquer coisa na Catedral de Colônia.

Pela contagem do próprio cabido, são 1125 pináculos com mais de três metros, cerca de dez mil metros quadrados de vidro e doze sinos, e esta página nomeia só umas poucas dezenas de coisas no meio disso tudo. O resto é com a sua câmera: fotografe um santo gasto num contraforte, um painel de vitral da nave lateral norte ou um dos apóstolos dourados nos pilares do coro, e o Chiaro conta a história dele, da oficina que o fez ao que 1794 e 1942 fizeram com ele.

Por que a pedra é tão escura?Quem eram os Reis Magos do relicário?Qual dos sinos é o Decke Pitter?

Antes de ir

01

Como chegar

Domkloster 4, 50667 Köln. Com ingresso para o interior, entra-se pelo Portal Principal, no meio da fachada oeste, virada para a Domplatte. A entrada do transepto norte, do lado da estação central, é gratuita, mas só para rezar, acender uma vela diante da Schmuckmadonna e ir à capela do Santíssimo. A torre tem a sua própria porta: de frente para o Portal Principal, vire à direita em direção à Roncalliplatz e desça a escada ao lado da torre sul, sinalizada “Dom-Turm / Parkhaus / Toiletten”. Cadeirantes chegam à Domplatte pelo Domgässchen; o interior e o Tesouro não têm degraus.

Dom/Hauptbahnhof, a estação subterrânea do Stadtbahn das linhas 5, 16 e 18, fica embaixo da borda norte da catedral, e a Köln Hauptbahnhof, a estação ferroviária central, com trens ICE, Intercity, regionais e S-Bahn, fica bem ao lado da catedral.

02

Ingressos e acesso

  • Desde 1º de julho de 2026, a visita turística ao interior exige ingresso. Reserve pela internet para a sua data, com até três meses de antecedência, ou compre na bilheteria central do Kurienhaus, Roncalliplatz 2, que funciona todos os dias entre 09:00 e 17:30. Menores de 14 anos entram de graça com documento; alunos a partir de 14, aprendizes, estudantes e portadores do passe social da Renânia do Norte-Vestfália pagam a tarifa reduzida. Missas, oração e acender uma vela continuam gratuitos.
  • As visitas turísticas param durante as celebrações. O cabido informa o horário de visita, em geral, entre 10:00 e 17:45 de segunda a sábado, com última entrada às 17:30, e entre 13:30 e 16:30 aos domingos e feriados religiosos, com última entrada às 16:15; obras ou eventos podem fechar partes da catedral em cima da hora, e o calendário de celebrações mostra o que está previsto para a sua data.
  • A torre tem ingresso separado: 8 euros, 4 a meia-entrada, ou 12 e 6 combinado com o Tesouro. Abre das 09:00 às 18:00 de março a outubro e das 09:00 às 16:00 de novembro a fevereiro, com última entrada meia hora antes do fechamento, e fecha no dia de Ano-Novo, na Weiberfastnacht (a quinta-feira das mulheres no Carnaval), no sábado e no domingo de Carnaval, no Rosenmontag (segunda-feira das Rosas), em 11 de novembro e em 24, 25 e 31 de dezembro. Não há elevador, e a sala dos sinos, no caminho da subida, fica fechada aos domingos e feriados até as 14:00.
  • Leve uma bolsa pequena ou nenhuma: 40 por 35 por 15 centímetros é o limite para a catedral, o Tesouro e a torre, e malas, carrinhos e mochilas de trilha são barrados, sem guarda-volumes no local. Conte com uma revista de segurança em cada porta. Ombros e tronco precisam estar cobertos, e saias e shorts devem chegar pelo menos até o meio da coxa.
Ingressos oficiais →
03

O audioguia oficial

Kölner Dom offiziell, o aplicativo gratuito do cabido, é onde fica a orientação oficial da catedral, e o roteiro que ele traz é espiritual: reflexões para ler em dez lugares da catedral, com os horários das celebrações e notas sobre as obras de arte. Os guias de carne e osso vêm do DOMFORUM, parceiro oficial do cabido, que vende visitas guiadas abertas no seu site e no próprio DOMFORUM e agenda com antecedência as de grupo, já que lá dentro só guias credenciados da catedral podem conduzir um grupo; uma visita guiada ao interior exige também o ingresso. Ao lado disso, esta página é uma história do edifício contada em cinco lugares, dois deles de graça na praça, com cada narração impressa embaixo do seu player, para ler em vez de ouvir.

Site oficial →

Perguntas

Existe um audioguia grátis da Catedral de Colônia?

Este é grátis do começo ao fim, e as duas primeiras paradas tocam na Domplatte, sem precisar de ingresso nenhum: cinco paradas, transmitidas no seu celular. O aplicativo do cabido, Kölner Dom offiziell, também é gratuito, mas o roteiro dele é espiritual, reflexões em dez lugares, e não uma história do edifício. Para um pináculo, um vitral ou um santo que nenhum dos dois cobre, aponte a câmera do app do Chiaro para ele e pergunte.

Dá para ouvir o audioguia da Catedral de Colônia sem ingresso?

Sim, e duas das paradas não precisam de ingresso: a fachada oeste e o Petersportal ficam na Domplatte, uma praça pública. A nave e o cruzeiro, as paradas três e quatro, ficam lá dentro, onde a visita turística exige ingresso desde 1º de julho de 2026. A torre sul, a parada cinco, exige o ingresso próprio da torre.

Quanto custa o audioguia oficial da Catedral de Colônia?

Nada: o guia do próprio cabido é o aplicativo Kölner Dom offiziell, gratuito para baixar, com um roteiro espiritual em dez lugares da catedral. As visitas guiadas são compradas à parte no DOMFORUM, parceiro oficial do cabido, e uma visita guiada ao interior exige também o ingresso.

Quanto custa subir a torre da Catedral de Colônia?

8 euros, ou 4 a meia-entrada; o ingresso combinado com o Tesouro custa 12 euros, ou 6 a meia-entrada, e crianças até 13 anos não pagam. Não é obrigatório reservar, mas o cabido sugere reservar pela internet para evitar espera. Separe de 30 a 45 minutos para os 533 degraus e o mirante, a cerca de 100 metros de altura.

Onde fica o Relicário dos Reis Magos na Catedral de Colônia?

Atrás do altar-mor, no fundo do coro, do lado leste, numa vitrine no eixo central da catedral, onde está desde 1948. Do cruzeiro, onde o transepto encontra a nave, você o vê bem de frente, no fim do coro.

Quando a Catedral de Colônia fecha para visitas turísticas?

Durante as celebrações e, em cima da hora, por causa de obras ou eventos especiais; o calendário de celebrações do cabido mostra cada dia. A visita turística funciona, em geral, entre 10:00 e 17:45 de segunda a sábado, e entre 13:30 e 16:30 aos domingos e feriados religiosos. A torre fecha no dia de Ano-Novo, nos principais dias do Carnaval, em 11 de novembro e em 24, 25 e 31 de dezembro.

Mais audioguias

Feito pela Chiaro. Sem vínculo com a Catedral de Colônia.