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Museu de Cluny · Paris · Guia independente

Audioguia do Museu de Cluny,
cinco paradas, grátis.

Cinco gravações, de umas termas romanas a seis tapeçarias, todas tocando nesta aba. São cerca de 2.300 objetos expostos, e o Chiaro fala sobre qualquer um deles a partir de uma foto.

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Feito pela Chiaro. Sem vínculo com o Museu de Cluny.

9:41

Pilar dos Nautas

Museu de Cluny, Paris

0:00 2:11
Parada 1 de 5

As cinco paradas · 11 minutos de áudio

Cinco paradas, um percurso,
na ordem em que você vai vê-las.

Dois andares, mil e quinhentos anos e cinco paradas formam este audioguia do Museu de Cluny. Você começa na sala fria das termas romanas, a sala 1, com o Pilar dos Nautas, passa para a sala 5 para ver os reis de Judá e o Adão de Notre-Dame, depois sobe ao primeiro andar para o tesouro de Colmar, na sala 12, e termina diante de A Dama e o Unicórnio, na sala 20, uma das últimas do percurso proposto pelo próprio museu. Ouvir as cinco leva uns dez minutos. A caminhada entre elas leva menos de dez, então, com tempo para parar e olhar, as cinco paradas ocupam cerca de uma hora.

Cada parada foi conferida com duas fontes: o banco de dados on-line das coleções do próprio museu, que informa em que sala está cada objeto, e uma referência externa, o Wikidata ou a Wikipédia. Os números das salas foram confirmados em 25 de setembro de 2026. Uma tapeçaria ou um anel podem sair para um empréstimo de uma hora para outra, então a palavra final é da etiqueta da sala; e, se a gente tiver ficado para trás, escreva para nós.

Parada 1 de 5 · Térreo, sala 1 (o frigidarium)

Pilar dos Nautas

A corporação dos barqueiros de Lutécia (nautae Parisiaci) · 14–37 d.C. · Calcário, quatro blocos esculpidos; o bloco de Júpiter mede 109 × 79 × 79 cm

Repare em

  • Cernunnos no bloco de cima: uma cabeça barbada com chifres de cervo, um torques gaulês pendurado em cada um e as letras do nome dele esculpidas acima. Em nenhum outro lugar do mundo antigo esse nome aparece escrito sem margem para dúvida.
  • Os próprios nautas, marchando com escudos e lanças no bloco da dedicatória. O direito de portar armas era um privilégio romano, e dá a medida do peso que a corporação tinha.
  • As paredes da sala: faixas de pequenos blocos de calcário entre fiadas de tijolos planos, a receita construtiva romana, sob uma abóbada de mais de catorze metros de altura.
  • Os dois consoles de pedra esculpida ainda no lugar na parede norte do frigidarium, que a Wikipédia descreve como tendo forma de proa de navio.
Transcrição (2:11)

Olhe para cima antes de olhar para as pedras. A abóbada sobre a sua cabeça tem mais de catorze metros de altura, e os romanos a construíram na virada do primeiro para o segundo século. Este era o frigidarium, a sala fria das maiores termas públicas da Paris romana, que na época se chamava Lutécia. As pessoas vinham se lavar, fazer exercício, cortar o cabelo e conversar, e a piscina fria continua aqui, na sala. É a única parte daquelas termas que conserva toda a sua altura, e o museu cresceu em volta dela.

Agora, os quatro blocos esculpidos. Eles são mais antigos que a sala. Este é o Pilar dos Nautas, feito entre os anos 14 e 37, sob o imperador Tibério, e é o monumento mais antigo de Paris. Os nautas eram uma corporação de armadores e comerciantes que trabalhavam no Sena, os nautae Parisiaci, e a inscrição latina deles diz que o ergueram publicamente a Júpiter Ótimo Máximo e ao imperador.

Parece uma oferenda de súditos leais a Roma, e é. Mas repare em quem mais foi parar na pedra. Ao lado de Júpiter, Vulcano e Marte estão deuses que os romanos não trouxeram consigo. Esus, golpeando uma árvore com um machado. Um touro com três grous empoleirados, com a legenda Tarvos Trigaranus. E no bloco de cima, uma cabeça barbada com chifres de cervo, e um torques, um colar gaulês, pendurado em cada chifre. As letras acima dele formam o nome Cernunnos. Este pilar é o único lugar em que o nome desse deus sobreviveu sem nenhuma dúvida.

Em outra face, os próprios nautas marcham com escudos e lanças. Portar armas era um privilégio concedido pelos romanos, e isso mostra como essa corporação era poderosa. É a primeira associação de Paris que conhecemos pelo nome.

O pilar não ficou de pé. No século terceiro, os blocos foram desmontados e usados para reforçar muralhas na Île de la Cité, e ficaram ali até que operários que cavavam sob Notre-Dame os encontraram, no começo do século dezoito. Nem tudo voltou: de três dos quatro níveis, só sobrevive a metade de cima. Inteiro, ele teria cerca de cinco metros e vinte de altura, e ninguém sabe ao certo em que ordem os blocos eram empilhados. São sessenta e quatro combinações possíveis.

As pedras parecem claras hoje porque, em 2001, os restauradores tiraram delas a sujeira preta de três séculos. As paredes em volta de você passaram pela própria restauração em 2009, que revelou que o reboco já foi cor-de-rosa, com traços minúsculos de um azul intenso. Com essas cores, e a piscina fria cheia de água, esta era a sala.

Parada 2 de 5 · Térreo, sala 5 (Esculturas de Notre-Dame de Paris)

Cabeças dos reis de Judá

Escultores de Notre-Dame de Paris · Primeira metade do século XIII · Pedra com vestígios de pintura; a cabeça Cl. 22988 tem 71 cm de altura

Repare em

  • Vestígios de cor nos rostos. As cabeças eram pintadas, com delicadeza, e em várias ainda dá para distinguir o que resta da pintura.
  • As barbas, os cachos e as faixas das coroas, esculpidos com um cuidado que ninguém lá embaixo, na praça diante da catedral, jamais pôde ver.
  • Os narizes e queixos quebrados. Esse estrago é obra da Revolução, e a pedra ainda carrega a marca.
Transcrição (1:47)

Cada rosto na sua frente já olhou para Paris do alto da fachada de Notre-Dame. Ao longo da fachada oeste da catedral corria uma fileira de vinte e oito figuras coroadas, esculpidas na primeira metade do século treze. Eram os reis de Judá, os antepassados da Virgem Maria no Antigo Testamento, postos ali para dizer de onde ela e o filho vinham.

Durante a Revolução, ninguém os leu assim. As pessoas viram vinte e oito homens coroados numa igreja, acharam que eram reis da França e os derrubaram. As estátuas foram decapitadas, as cabeças sumiram, e por quase dois séculos todo mundo achou que tinham virado entulho.

Até que, em 1977, operários que trabalhavam no pátio de um palacete do nono arrondissement, o hôtel Moreau, na rue de la Chaussée-d'Antin, toparam com pedras esculpidas. Uns quatrocentos fragmentos de Notre-Dame saíram da terra, e entre eles estavam vinte e um dos reis. Ao que parece, quem os enterrou ali foi Jean-Baptiste Lakanal, cujo irmão Joseph tinha mandado construir a casa. O museu considera essa uma das descobertas arqueológicas mais importantes da Paris do século vinte. O banco dono da casa, o Banque française du commerce extérieur, doou as cabeças ao museu em 1980, e um ano depois elas já tinham uma sala só delas.

Agora olhe de perto. O entalhe é cuidadoso em toda parte, nos cachos das barbas, nas pálpebras, nas faixas das coroas. E, no entanto, esses rostos ficavam tão no alto da fachada que nenhum desses detalhes dava para ver da rua. Os escultores fizeram assim mesmo. E procure a cor. As cabeças eram pintadas, e em várias delas os vestígios continuam lá.

O estrago é a outra metade da história. Narizes que faltam, queixos decepados, bochechas gastas: foi isso que a Revolução fez com elas, e isso agora faz parte do que elas são.

O que você está vendo é o rosto de Notre-Dame no século treze, na altura dos olhos. Os parisienses medievais que atravessavam a praça diante da catedral nunca chegaram tão perto dele.

Parada 3 de 5 · Térreo, sala 5 (Esculturas de Notre-Dame de Paris)

Adão

Provavelmente Pierre de Montreuil, ou feito sob a direção dele · Por volta de 1260 · Calcário parisiense com vestígios de pintura, 200 cm de altura

Repare em

  • A mão direita erguida. É um aviso, dirigido ao clero que passava embaixo dele a caminho do palácio episcopal.
  • A postura: o peso numa perna, o quadril projetado, a outra mão abaixada diante da folha de figueira. É a pose da Vênus pudica da escultura grega antiga.
  • O cabelo, em cachos apertados e enrolados. É a única parte da estátua que pertence inteiramente à Paris do século XIII.
  • A folha de figueira, onde sobrevivem os últimos vestígios da pintura que um dia cobriu a figura inteira.
Transcrição (2:19)

Na mesma sala dos reis há uma figura alta e branca, e a primeira coisa a notar é que ele está nu. Na Idade Média o nu era raro, embora não inédito, e um homem nu de dois metros, esculpido em calcário parisiense, não é algo que os escultores góticos faziam com frequência.

Ele é Adão e, como os reis, vem de Notre-Dame, só que do interior do edifício. Ficava na face interna do transepto sul, ao lado do portal, e tinha um par: uma Eva do outro lado da porta, hoje perdida. Acima dos dois, no alto do gablete, ficava sentado o Cristo do Juízo Final. A estátua foi feita por volta de 1260, quando o arquiteto Pierre de Montreuil comandava a obra do transepto sul. O museu acha que Adão pode ser da própria mão dele, e que foi feito pelo menos sob a sua direção. A pista está nas folhas de figueira, cujo entalhe nítido e vivo combina com a folhagem de outra obra dele que está neste museu, o portal da capela da Virgem de Saint-Germain-des-Prés.

Repare na mão erguida. É um aviso. Os padres que passavam por aquela porta de volta ao palácio episcopal passavam bem embaixo dele, e Adão, o primeiro pecador, mostra a eles a própria queda, e o Cristo que, mais acima, a redimiu.

Agora veja como ele está de pé. O peso está numa perna, a outra está relaxada, o quadril se projeta, e a mão esquerda desce diante da folha de figueira. Essa pose é antiga. É a pose da Afrodite de Cnido, de Praxíteles, a Vênus pudica da escultura grega, e explica por que este Adão tem no corpo uma curva que parece quase feminina. O rosto também tem algo de clássico. Só o cabelo, esses cachos apertados e enrolados, é pura Paris do século treze. Se o escultor tinha visto uma estátua antiga ou só a conhecia por desenhos de um caderno, ninguém sabe dizer.

Ele nem sempre foi branco. A figura inteira era pintada, e um pouco dessa pintura sobrevive, sobretudo na folha de figueira. Depois da Revolução, ele foi retirado e exposto no Musée des Monuments français. Quando esse museu fechou, em 1816, ele foi para o depósito lapidar de Saint-Denis com outras esculturas cujos edifícios já não existiam, e só em 1887 foi enviado ao Museu de Cluny. Desde então foi restaurado a fundo duas vezes, em 1888 e de novo no fim da década de 1970. Aquela mão erguida adverte há mais de setecentos e cinquenta anos.

Parada 4 de 5 · Primeiro andar, sala 12 (A arte no norte da Europa no século XIV)

O tesouro de Colmar

Vários ourives; o anel de casamento, provavelmente italiano · Século XIII – primeira metade do século XIV · Ouro, prata, esmalte e pedras preciosas: mais de 300 moedas e cerca de cinquenta joias. O anel de casamento tem 3,5 cm de altura

Repare em

  • O anel de casamento com um minúsculo edifício de seis lados no alto: arcos de filigrana de ouro e um telhado piramidal esmaltado com as palavras hebraicas mazel tov, boa sorte.
  • A pequena chave-joia, nunca terminada. O cone de metal da fundição ainda está preso a ela.
  • As plaquinhas do cinto com as inscrições AMOR, LIEB, HAIL e ANCH. A última pode ser Annchen, a pequena Ana, a mulher para quem o cinto foi feito.
  • O broche de quatro lóbulos cravejado de safiras, rubis, granadas e pérolas, um “buquê de pedras” do tipo que os joalheiros adoravam nos séculos XIII e XIV.
Transcrição (2:09)

Estas peças são minúsculas, um anel de três centímetros e meio de altura, uma chave de pouco menos de cinco, e passaram cinco séculos escondidas dentro de uma parede.

Em 1863, pedreiros que trabalhavam numa casa do antigo bairro judeu de Colmar, na Alsácia, abriram uma parede e encontraram um tesouro escondido: mais de trezentas moedas e cerca de cinquenta joias e peças de ourivesaria, do século treze e sobretudo da primeira metade do quatorze. Algumas peças provavelmente foram vendidas por quem as achou antes que alguém fizesse um registro. A maior parte do que sobreviveu foi comprada por este museu em 1923.

Por que ele estava na parede é a parte sombria da história. Entre 1347 e 1352, a peste negra varreu a Europa, os judeus foram culpados por ela e perseguidos em onda após onda. O tesouro muito provavelmente pertencia a uma família judia de Colmar. Talvez tenham precisado deixar a casa às pressas. Nunca voltaram para buscar o que tinham escondido.

Procure o anel com o pequeno edifício no alto. É um anel de casamento judaico, um dos mais antigos que se conhecem, provavelmente feito na Itália por volta de 1300. Na cerimônia, o noivo o dava à noiva, e ela o usava só naquele dia. O minúsculo edifício tem seis lados, arcos de filigrana de ouro e um telhado piramidal de esmalte, e representa duas coisas ao mesmo tempo: o novo lar do casal e o Templo de Jerusalém, que tinha sido destruído. No telhado, letras hebraicas formam mazel tov, boa sorte.

O tesouro também guarda uma pequena chave. No sabá, as mulheres judias que iam à sinagoga não podiam carregar coisas pesadas, então trancavam os objetos de valor em baús, guardavam as chaves numa caixa e usavam como joia a chavinha dessa caixa. Esta é provavelmente a mais antiga do tipo que sobreviveu, e nunca foi terminada. Ainda tem o cone de metal que sobrou da fundição, e as rebarbas nunca foram limadas.

E tem o cinto, uma sequência de plaquinhas esmaltadas que antes eram costuradas numa fita de seda. Nelas se lê AMOR e LIEB, as duas querendo dizer amor, depois HAIL, que quer dizer saúde, e ANCH, que pode ser Annchen, a pequena Ana. Provavelmente era uma lembrança de amor, talvez um presente de casamento. O nome dela, se for mesmo Ana, sobrevive em quatro letras num cinto.

Parada 5 de 5 · Primeiro andar, sala 20 (A Dama e o Unicórnio)

A Dama e o Unicórnio

Desenhos do pintor parisiense Jean d'Ypres; tecelões desconhecidos · Por volta de 1500 · Seis tapeçarias, lã e seda; À mon seul désir mede 377 × 473 cm

Repare em

  • O espelho de A Visão. O unicórnio olha para ele, mas o perfil refletido não é o do unicórnio.
  • Um filhote de unicórnio, com o chifre ainda por crescer, entre os animais do fundo vermelho de O Paladar.
  • As letras A e I dos dois lados das palavras mon seul désir, na tenda. Podem ser as iniciais de Antoine Le Viste e da mulher dele, Jacqueline.
  • Folhas azuis. Foram tecidas verdes, e na frente o amarelo do corante desbotou; no verso das tapeçarias, os verdes sobrevivem.
Transcrição (2:53)

Seis tapeçarias rodeiam esta sala, todas sobre o mesmo fundo vermelho. Em cada uma, uma jovem está de pé numa ilha azul coberta de flores, com um leão de um lado e um unicórnio do outro, e coelhos, raposas, cordeiros, pássaros e macacos espalhados pelo vermelho em volta. Foram desenhadas em Paris por volta de 1500, e são a coisa mais famosa que este museu tem.

Cinco delas são os cinco sentidos. O museu as lê na ordem em que os autores medievais classificavam os sentidos, do mais físico ao mais espiritual. O Tato: ela segura um estandarte com uma mão e com a outra mal toca o chifre do unicórnio. O Paladar: ela pega um doce de um prato para dar ao papagaio pousado na sua mão enluvada, enquanto um macaco come aos seus pés. O Olfato: ela trança uma coroa de cravos, e atrás dela um macaco leva uma rosa ao nariz. A Audição: ela toca um pequeno órgão enquanto a criada aciona o fole. A Visão: o unicórnio apoiou as patas dianteiras no colo da dama e olha para o espelho que ela ergue. Olhe bem esse espelho. O rosto refletido nele não é o do unicórnio.

Depois vem a sexta, a que ninguém conseguiu decifrar de vez. A dama está diante de uma tenda azul. No alto estão tecidas as palavras mon seul désir, meu único desejo, com uma letra A de um lado e uma letra I do outro. A criada lhe estende um cofre aberto, e a dama está com as mãos sobre um colar. Ela está tirando o colar ou guardando? Uma leitura faz disso um sexto sentido, o coração, o mais próximo da alma. Outra lê a série inteira como uma história de amor cortês, num jardim cheio de plantas e animais que fazem alusão a ele. As letras podem ser as iniciais de Antoine Le Viste e da mulher dele, Jacqueline.

O brasão dos Le Viste está em todos os estandartes: vermelho, com uma banda azul e três crescentes de prata. A família tinha subido depressa nos tribunais de Paris, e queria que todo mundo visse. Quem encomendou foi Jean IV Le Viste, que morreu em 1500, ou um parente mais jovem, Antoine. As figuras foram desenhadas pelo pintor Jean d'Ypres, que também iluminou livros para a rainha Ana da Bretanha. Onde foram tecidas, ninguém sabe. Bruxelas, Tournai e a própria Paris são todas possíveis.

Por muito pouco elas não chegaram até nós. O primeiro registro delas é de 1814, no castelo de Boussac, na Creuse. Em 1841, Prosper Mérimée, inspetor dos monumentos históricos, relatou a existência delas e se preocupou com o destino que teriam, e George Sand escreveu sobre tapeçarias curiosas, enigmáticas. Em 1853, três peças foram descritas enroladas num canto da prefeitura de Boussac, com ratos e umidade roendo as bordas. Só em 1882 a cidade vendeu o conjunto ao Estado, por 25.500 francos. Boa parte da borda inferior danificada foi retecida nos dez anos seguintes. Um restaurador desistiu, vencido pelo que chamou de um vermelho impossível.

Antes de ir embora, olhe as folhas. Algumas são azuis. Foram tecidas verdes, e na frente das tapeçarias o amarelo desse verde desbotou. No verso, que quase ninguém vê, os verdes continuam verdes.

Guia independente · Chiaro

Aponte o Chiaro para qualquer coisa no Museu de Cluny.

Estas cinco são só o começo; o museu segue sem elas por vinte e duas salas. Fotografe um esmalte de Limoges, um painel de vitral da Sainte-Chapelle ou um assento entalhado do coro, e o app conta de qual igreja ou abadia a peça foi tirada; depois, é só fazer a próxima pergunta em voz alta.

Por que Cernunnos tem chifres de cervo?Quem enterrou as cabeças dos reis?O que quer dizer mon seul désir?

Antes de ir

01

Como chegar

28 rue Du Sommerard, 75005 Paris, no Quartier Latin. Essa é a entrada dos visitantes; o número 6 da place Paul Painlevé, que também aparece nas cartas do museu, é o endereço administrativo.

A estação de metrô Cluny–La Sorbonne, na linha 10, é a que leva o nome do museu. Saint-Michel, na linha 4, e Odéon também ficam perto, e o RER B e o C param em Saint-Michel–Notre-Dame. Os ônibus 21, 27, 38, 47, 63, 86 e 87 atendem a região.

02

Ingressos

  • A segunda-feira é o dia de fechamento, além de três feriados no ano: Natal, Ano-Novo e 1º de maio. Nos outros dias, as salas abrem às 9h30 e fecham às 18h15, mas a bilheteria fecha às 17h30, então não deixe para a última hora. Em 24 e 31 de dezembro, tudo fecha mais cedo, às 17h.
  • Em algumas quintas-feiras à noite, Cluny fica aberto até as 21h e vende ingressos até as 20h30. As datas das aberturas noturnas estão em musee-moyenage.fr.
  • No primeiro domingo de cada mês, ninguém paga. Menores de 18 anos nunca pagam, e também não paga quem tem de 18 a 25 anos e é cidadão da UE ou mora na UE há mais de três meses, com comprovante. Todos os outros compram ingresso, e os preços atuais estão em musee-moyenage.fr.
  • Viaje leve: mochilas e malas, inclusive as de bordo, são barradas na porta. Só entram bolsas pequenas, de no máximo 40 × 30 × 40 cm, levadas na mão ou na frente do corpo.
  • Fotos para uso pessoal são permitidas, mas sem flash, tripé ou pau de selfie.
Ingressos oficiais →
03

O audioguia oficial

O museu aluga na recepção o seu próprio guia multimídia, com um roteiro das obras-primas, visitas temáticas e roteiros para famílias em francês, língua de sinais francesa, inglês e espanhol. Custa 4 €, ou 2 € na tarifa reduzida, e você deixa um documento de identidade enquanto estiver com ele. Prefere não deixar seu documento no balcão? As cinco gravações acima só pedem o seu celular e um par de fones de ouvido.

Site oficial →

Perguntas

Existe um audioguia grátis do Museu de Cluny?

Sim: as cinco gravações desta página, das termas romanas às tapeçarias do unicórnio. Elas tocam no navegador do celular, com o texto impresso embaixo de cada faixa, e não é preciso instalar nada. Em qualquer outro ponto do prédio, aponte a câmera para um objeto e o Chiaro diz o nome dele e conta a sua história.

Quanto custa o audioguia oficial do Museu de Cluny?

O guia multimídia do museu custa 4 €, ou 2 € na tarifa reduzida. É alugado na recepção mediante um documento de identidade e está disponível em francês, língua de sinais francesa, inglês e espanhol.

Onde fica A Dama e o Unicórnio no Museu de Cluny?

No andar de cima, na sala 20, que leva o nome das tapeçarias. O percurso do museu passa primeiro pelas termas romanas e pelas salas do térreo, então o unicórnio aparece perto do fim da visita.

O Museu de Cluny fecha às segundas-feiras?

Sim, a segunda-feira é o dia de fechamento semanal, e o museu também fecha no Natal, no Ano-Novo e em 1º de maio. No resto da semana, abre às 9h30 e fecha às 18h15, e os últimos ingressos são vendidos às 17h30.

Quanto tempo leva a visita ao Museu de Cluny?

As cinco paradas levam cerca de uma hora, das quais as gravações ocupam uns dez minutos. O museu inteiro tem vinte e duas salas em dois andares, cobrindo mil e quinhentos anos; nossa sugestão é reservar de duas a três horas para ver tudo.

O Museu de Cluny reabriu depois da reforma?

Sim. Depois de uma longa reforma que reorganizou as coleções em ordem cronológica e acrescentou um prédio novo para os serviços ao visitante, o museu reabriu em 12 de maio de 2022.

Mais audioguias

Feito pela Chiaro. Sem vínculo com o Museu de Cluny.