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The Met Cloisters · Nova York · Guia independente

Audioguia do Met Cloisters,
cinco paradas, grátis.

Cinco obras-primas medievais para ouvir aqui mesmo, sem instalar nada. Do resto de um acervo de cerca de 5.000 peças, dos vitrais às estátuas jacentes dos túmulos, o Chiaro fala a partir de uma foto.

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Feito pela Chiaro. Sem vínculo com o Met Cloisters.

9:41

Tríptico da Anunciação (Retábulo de Mérode)

The Met Cloisters, Nova York

0:00 2:43
Parada 1 de 5

As cinco paradas · 12 minutos de áudio

Cinco paradas, um percurso,
na ordem em que você vai vê-las.

O audioguia do Met Cloisters logo abaixo é uma volta só por um prédio no alto de uma colina sobre o rio Hudson: quatro salas no andar principal e depois uma última, um lance de escada abaixo. Você começa na Sala Mérode, a galeria 19, com uma pintura feita para uma família rezar diante dela em casa; segue para as sete tapeçarias de caça da galeria 17; sai pelo salão dos Nove Heróis para as arcadas cor-de-rosa do claustro de Cuxa, a galeria 07; atravessa até a abside espanhola da capela de Fuentidueña, a galeria 02; e termina um andar abaixo, no Tesouro, a galeria 14, diante de uma cruz esculpida em marfim de morsa. As gravações somam uns dez minutos, e as caminhadas entre as paradas, menos de dez; reserve uma hora e meia contando o tempo para olhar com calma.

Para cada obra, lemos primeiro a ficha do acervo on-line do Met e depois uma fonte independente, e no dia 25 de setembro de 2026 conferimos cada número de galeria no site do museu. Como qualquer museu, o Cloisters empresta peças e as retira para restauro, então, se a placa de uma galeria não bater com esta página, confie na placa e mande uma mensagem para a gente contando a mudança.

Parada 1 de 5 · Galeria 19, Sala Mérode, piso 1

Tríptico da Anunciação (Retábulo de Mérode)

Oficina de Robert Campin · c. 1427–1432 · Óleo sobre carvalho, 64,5 × 117,8 cm aberto

Repare em

  • A figurinha carregando uma cruz, deslizando pelos raios dourados que entram pela janela redonda, no alto à esquerda do painel central. A pomba que você esperaria não está lá: é assim que o pintor mostra a concepção.
  • As duas ratoeiras na oficina de José: uma na bancada, outra exposta na janela que dá para a rua. Santo Agostinho chamou a cruz de ratoeira do diabo.
  • A vela sobre a mesa, apagada há um segundo, com um fio de fumaça ainda subindo do pavio.
  • O céu azul nas janelas atrás de Maria. Ele foi pintado por cima da folha de ouro original, uma das várias mudanças feitas depois da primeira versão.
Transcrição (2:43)

Chegue um pouco mais perto do que pareceria educado. O retábulo inteiro, aberto, tem cerca de um metro e dezessete de largura, e o painel central mal passa de sessenta e quatro centímetros de lado. Ele nunca foi pensado para uma igreja. Foi feito para uma família do século quinze rezar diante dele em casa, e os móveis do fim da Idade Média ao seu redor foram escolhidos para ecoar os objetos do quadro.

O painel central é a Anunciação, e ela não acontece num templo, mas numa casa confortável da época do próprio pintor. Maria está sentada no chão, de vestido vermelho, absorta no livro. O anjo Gabriel acabou de entrar e está prestes a falar, mas ela ainda não reparou nele. Agora olhe a janela redonda no alto, à esquerda. Por ela entram raios dourados, e descendo por eles vem uma figura minúscula carregando uma cruz. É o Menino Jesus, já a caminho. Na mesa, uma vela acabou de se apagar. O pavio ainda brilha e sobe dele uma espiral de fumaça. Ao lado, numa jarra, há um lírio.

Na ala direita está José, carpinteiro, fazendo furos numa tábua. Na bancada dele há uma ratoeira, e outra está exposta na janela da oficina, virada para a rua. É uma piada com fundo teológico. Santo Agostinho escreveu que a cruz era a ratoeira do diabo, e que a isca era a morte de Cristo. Em 1966, um estudioso defendeu que o objeto da bancada era, na verdade, uma plaina de carpinteiro. No mesmo ano, John Jacob, curador de um museu de Liverpool, mandou construir a ratoeira copiando a pintura, e pegou um camundongo com ela.

Na ala esquerda, o homem que pagou por tudo isso está ajoelhado no jardim, espiando o milagre pela porta aberta, como se tivesse entrado ali sem querer. A esposa dele está ajoelhada logo atrás. Ela não estava na primeira versão. Segundo o Met, o painel central veio primeiro, provavelmente pintado sem encomenda; depois o doador pediu as alas, e na década de 1430, presumivelmente depois de se casar, foram acrescentados a esposa e o mensageiro no portão. Até o céu atrás de Maria é uma revisão. Aquelas janelas eram de folha de ouro até alguém pintá-las de azul.

A obra vem da oficina que Robert Campin, às vezes chamado de Mestre de Flémalle, mantinha em Tournai. Os documentos dizem que ele contratou pelo menos dois assistentes, e um deles era o jovem Rogier van der Weyden. Em Bruxelas existe uma versão anterior e danificada do painel central, que pode ser do próprio Campin.

O nome vem dos Mérode, uma família aristocrática belga que foi dona do quadro no século dezenove. Ele passou gerações em mãos particulares, visto por quase ninguém, até 1956, quando John D. Rockefeller Júnior bancou a compra para este prédio. Falou-se num grande acontecimento na história do colecionismo americano. O Met o considera uma das pinturas mais célebres dos primitivos flamengos, e parte do motivo é simplesmente o estado de conservação. Seiscentos anos depois, aquela espiral de fumaça da vela ainda aparece bem nítida.

Parada 2 de 5 · Galeria 17, Sala das Tapeçarias do Unicórnio, piso 1

O unicórnio descansa num jardim (O unicórnio em cativeiro)

Desenhada na França, tecida nos Países Baixos do Sul · 1495–1505 · Urdidura de lã com tramas de lã, seda, prata e prata dourada, 368 × 251,5 cm

Repare em

  • As gotas vermelhas escorrendo pelo flanco branco do unicórnio. Não há ferimentos: o Met as interpreta como o suco das romãs que estouram acima dele.
  • O sapo entre as violetas, no canto inferior direito, colocado ali, diriam os autores medievais, pelo barulho que faz no acasalamento.
  • A corrente e a cerca. A corrente não está bem presa e a cerca é baixa o bastante para ser pulada. Se ele fica, é porque quer.
  • As letras A e E, entrelaçadas num monograma na árvore e nos cantos. Elas aparecem em todas as tapeçarias da sala, e ninguém sabe de quem são.
Transcrição (2:16)

Sete tapeçarias dividem esta sala, e só uma delas é tranquila. As outras contam uma caçada: nobres e cães perseguem um unicórnio pelo bosque, encurralam o animal junto a uma fonte, atacam com lanças e levam o corpo de volta a um castelo. E então há esta, em que o unicórnio está vivo de novo, deitado num jardim dentro de uma pequena cerca redonda, branco sobre um fundo verde-escuro cheio de flores. O Met acha que ela talvez tenha sido feita como uma imagem avulsa, e não como o último capítulo da caçada.

Repare no vermelho do flanco. Parece sangue, e tem gente que ainda o lê assim. Mas este unicórnio não tem ferimentos, nada parecido com os cortes das cenas de caça. Olhe para cima, para a árvore. São romãs, maduras e rachadas, e o vermelho é o suco delas pingando. Na Idade Média a romã simbolizava a fertilidade e o casamento, e o Met lê esta tapeçaria como uma história de amor. O unicórnio é o amado, já domado. Está preso à árvore por uma corrente, mas a corrente não está bem presa, e a cerca é baixa o bastante para ele pular. Ele poderia ir embora. Não quer.

Agora olhe para baixo, para as flores. Orquídea selvagem, bistorta, cardo, todas elogiadas pelos herbalistas medievais como ajuda para quem queria ter filhos. E no canto inferior direito, entre as violetas, um pequeno sapo, que os autores medievais mencionavam pelo barulho que faz quando acasala. Na série inteira há mais de cem plantas, e os botânicos conseguiram identificar oitenta e cinco.

Depois vêm as letras, um A e um E, entrelaçados e pendurados na árvore, e repetidos nos cantos. Elas aparecem em todas as tapeçarias da sala, e ninguém sabe de quem são essas iniciais. Uma teoria de 1942 dizia que eram de Ana da Bretanha, mas ela já foi descartada. O Met continua dizendo que o encomendante é desconhecido.

A família francesa La Rochefoucauld foi dona das tapeçarias durante séculos. Na Revolução, elas foram roubadas do castelo da família e, pelo que se conta, usadas para cobrir batatas. No século dezenove já estavam de volta com a família, e em 1922 John D. Rockefeller Júnior as comprou por cerca de um milhão de dólares. Ele as doou ao Met em 1937, um ano antes da inauguração deste prédio.

Em 1998 a série saiu das paredes para ser limpa, e quando os restauradores retiraram o forro de linho, descobriram que as cores do avesso tinham se conservado ainda melhor que as da frente, o lado que você está vendo, que continua assim tão vivo.

Parada 3 de 5 · Galeria 07, Claustro de Cuxa e Jardim Judy Black, piso 1

Claustro de Cuxa

Arte catalã, da abadia beneditina de Saint-Michel-de-Cuxa · c. 1130–1140 · Mármore, cerca de 27,4 × 23,8 m

Repare em

  • Os pequenos diagramas nos cantos da galeria coberta. Eles mostram quais pedras são do século doze e quais foram cortadas no século vinte, porque a cor não vai te contar.
  • Um capitel de canto em que dois animais dividem uma só cabeça, um truque dos escultores para virar a quina.
  • A sereia segurando o próprio rabo e os leões roendo as próprias patas dianteiras.
  • A fonte onde se cruzam os dois caminhos do jardim, o centro de todo o traçado.
Transcrição (2:13)

Fique um instante sob as arcadas e olhe a cor da pedra. Rosa, com veios brancos, quente mesmo num dia cinzento. Este é o coração do prédio, e foi pensado para ser. O claustro também era o coração de um mosteiro: uma galeria coberta em volta de um jardim a céu aberto, com passagem para todo o resto. Os monges andavam por ele em procissão, liam em voz alta, meditavam, e era aqui que lavavam a roupa e a si mesmos.

Estes capitéis vêm da abadia beneditina de Saint-Michel-de-Cuxa, ao pé do monte Canigou, nos Pireneus, fundada em 878. Em 1791, na esteira da Revolução Francesa, os monges foram embora, e as pedras foram levadas e espalhadas. O claustro original tinha mais ou menos o dobro do tamanho deste. George Grey Barnard, um escultor americano que colecionava pedra medieval na França, comprou o que conseguiu encontrar, dizem que por cem mil dólares, e trouxe tudo para Nova York. Parte do claustro continua na França, e lá também voltou a haver monges: hoje uma comunidade vive em Cuxa.

Agora vem a surpresa. Nem tudo o que você vê é medieval. O Met conta uns quatrocentos e sessenta fragmentos originais, entre eles trinta e seis capitéis, mas só doze dos fustes que os sustentam. Tudo o que faltava foi cortado de novo, no mesmo mármore rosa do Languedoc, de uma pedreira perto de Cuxa reaberta no início do século vinte justamente para isso. O antigo e o novo são a mesma pedra, então o olho não consegue separar um do outro. Procure os pequenos diagramas nos cantos da galeria: eles mostram o que é o quê. A mureta sob as colunas e alguns dos arcos acima são a reconstrução. Os capitéis esculpidos são os verdadeiros.

Então dê a volta e leia os capitéis. Alguns são blocos lisos. Outros são cheios de folhas em espiral e pinhas, de leões devorando gente ou roendo as próprias patas dianteiras, e de uma sereia erguendo o rabo. Nos cantos, procure animais com dois corpos e uma só cabeça em comum, um desenho criado para contornar a quina do bloco. Ninguém sabe em que ordem os capitéis ficavam em Cuxa, então não há uma história a seguir de um para o outro, e o Met sugere que os escultores se importavam menos com o significado do que com a energia, a tensão de corpos comprimidos na pedra.

No jardim, os caminhos se cruzam numa fonte, o traçado típico de um jardim de claustro. Na primavera e no verão ele fica cheio de flores e o ar cheira a lavanda, que é exatamente o efeito que buscavam as pessoas que construíram este lugar.

Parada 4 de 5 · Galeria 02, Capela de Fuentidueña, piso 1

Abside de San Martín de Fuentidueña

Arte espanhola, da igreja de San Martín de Fuentidueña, Segóvia · c. 1175–1200 · Calcário; interior da abside 919,5 × 749,3 × 843,3 cm

Repare em

  • As duas grandes figuras nos pilares da entrada da abside: são Martinho, padroeiro da igreja, à esquerda, e Gabriel saudando a Virgem, à direita.
  • Daniel na cova dos leões, no grande capitel à direita do arco triunfal, diante da Adoração dos Magos, à esquerda.
  • O Cristo crucificado com os olhos bem abertos e uma coroa de ouro na cabeça: vivo na cruz, e não morto.
  • Os pequenos nichos na parede, que provavelmente guardavam o pão e o vinho durante a missa.
Transcrição (2:23)

Atravesse esta sala de ponta a ponta antes de olhar qualquer coisa de perto. É o maior espaço do museu, e foi construído para lhe dar a escala e o som de uma igreja do século doze. Lá no fundo está a única parte original. A abside, a ponta arredondada onde ficava o altar, é pedra espanhola de verdade, erguida entre 1175 e 1200, aproximadamente, para a igreja de San Martín de Fuentidueña, na província de Segóvia.

Provavelmente era a capela de um castelo vizinho. Tudo nela é românico: paredes grossas, arcos redondos e só três janelas pequenas. Mas repare no cuidado com que essas janelas foram arrematadas, com colunetas, capitéis esculpidos e uma moldura trabalhada em volta de cada uma, e em como os blocos foram bem cortados e encaixados.

Agora olhe os pilares onde a abside se abre. As figuras esculpidas neles são de um tamanho fora do comum. À esquerda, são Martinho, o padroeiro da igreja. À direita, o anjo Gabriel dá a notícia à Virgem, e num capitel logo acima está a Natividade. Mais acima, os dois grandes capitéis que sustentam o arco triunfal mostram a Adoração dos Magos à esquerda e Daniel entre os leões à direita. Os nichos na parede provavelmente guardavam o pão e o vinho da missa.

Esta abside não pertence ao Met. A etiqueta diz empréstimo por permuta do Governo da Espanha. Há mais de cinquenta anos, a Espanha aceitou emprestá-la em caráter permanente, e ela foi desmontada pedra por pedra: quase três mil e trezentos blocos despachados pelo Atlântico em oitocentas e trinta e nove caixas. A capela abriu ao público em 1961. Pelo acordo, seis afrescos da ermida espanhola de San Baudelio de Berlanga foram para o Museu do Prado, em Madri, num empréstimo igualmente longo.

Duas coisas aqui vieram de outros lugares. A pintura da semicúpula, a Virgem com o Menino no trono, com os Magos se aproximando e arcanjos ao lado, é um afresco de cerca de 1100 atribuído ao Mestre de Pedret. Vem de uma igreja no alto dos Pireneus, perto de Tredòs, que no século doze era controlada pelos Templários. Essa igreja foi saqueada em 1936, durante a Guerra Civil Espanhola, e seus afrescos foram parar em museus e coleções particulares. E o grande crucifixo pendurado na frente dela, uma figura de carvalho pintado sobre uma cruz de madeira de conífera, feito em Castela entre 1150 e 1200, aproximadamente, mostra Cristo com os olhos bem abertos e uma coroa de ouro na cabeça. Ele não está morrendo. Ele já venceu, e ainda conserva uma quantidade impressionante da pintura original do século doze.

Parada 5 de 5 · Galeria 14, Tesouro, térreo

A Cruz dos Cloisters

Arte britânica, possivelmente da abadia de Bury St Edmunds · c. 1150–1160 · Marfim de morsa, 57,5 × 36,2 cm

Repare em

  • O tronco de árvore estilizado subindo pela haste na face da frente: a cruz mostrada como uma árvore viva.
  • As linhas de letrinhas latinas ao longo das bordas da haste e dos braços, parte das noventa e oito inscrições das duas faces.
  • O lugar vazio no pé. A placa de baixo, que trazia o anjo de são Mateus, se perdeu.
  • O tamanho das figuras: cerca de um centímetro de altura, e são noventa e duas.
Transcrição (2:09)

Depois das tapeçarias e da pedra, esta peça vai parecer minúscula. A Cruz dos Cloisters tem cinquenta e sete centímetros e meio de altura, é esculpida em marfim de morsa e traz noventa e duas figuras e noventa e oito inscrições nas duas faces. As figuras têm cerca de um centímetro. O Met diz que o programa de imagens dela não tem rival na arte cristã, e vale a pena chegar o mais perto possível do vidro.

Na face da frente, a haste é esculpida como o tronco de uma árvore sobreposto à cruz, e assim a cruz vira uma coisa viva. As placas quadradas das pontas mostram cenas da morte e da ressurreição de Jesus. No verso, profetas hebreus seguram filactérios com as próprias palavras escritas, em volta de um medalhão central com o Cordeiro de Deus, que parece ser trespassado por uma figura que personifica a Sinagoga. As pontas do verso trazem os símbolos dos evangelistas: o leão de Marcos à esquerda, o boi de Lucas à direita, a águia de João no alto. A ponta de baixo, onde ficava o anjo de Mateus, se perdeu.

A cruz costuma ser chamada de inglesa, esculpida entre 1150 e 1160, aproximadamente, e muitas vezes foi ligada à abadia de Bury St Edmunds, em Suffolk, embora alguns estudiosos achem mais provável que tenha vindo da Europa Central. As inscrições são a parte incômoda, e o Met não as esconde. Várias são ataques duros aos judeus. A figura de marfim de Cristo que ficava pendurada nela se perdeu, mas a placa do alto da cruz sobreviveu, e onde os Evangelhos dizem Rei dos Judeus, ali a inscrição foi trocada para Rei dos Confessores. A leitura do próprio museu é que a cruz reflete a hostilidade contra os judeus muito difundida na Inglaterra da época; no fim do século treze, eles tinham sido expulsos do país.

Como ela chegou aqui é um filme de suspense. Não se sabe nada dela antes de aparecer nas mãos de Ante Topić Mimara, um colecionador croata. O Museu Britânico queria a cruz, mas recuou porque Mimara não conseguia provar que tinha pleno direito de vendê-la. Thomas Hoving, então curador associado daqui, teria passado a noite tomando café com Mimara até a opção do Museu Britânico expirar à meia-noite, e teria comprado a peça na hora por seiscentos mil dólares. Ela entrou no acervo em 1963. Para um objeto decidido num prazo de meia-noite entre dois dos maiores museus do mundo, ela cabe em duas mãos.

Guia independente · Chiaro

Aponte o Chiaro para qualquer coisa no Met Cloisters.

O Tesouro é a última sala do nosso passeio, não a última com uma história para contar. Tire uma foto de um capitel do claustro de Saint-Guilhem, de um medalhão de vitral na galeria dos vitrais ou do túmulo de um cavaleiro na capela gótica, e o app diz o que é, de onde veio e responde em voz alta, ali mesmo, à próxima pergunta que você fizer.

De quem são as iniciais A e E?A ratoeira funcionava mesmo?Quais pedras aqui são medievais?

Antes de ir

01

Como chegar

99 Margaret Corbin Drive, New York, NY 10040, dentro do Fort Tryon Park, no norte de Manhattan. A entrada principal tem calçamento de pedras no acesso e, lá dentro, uns 60 degraus antes da bilheteria. Quem precisa de acesso sem degraus pode pegar um ônibus circular gratuito num ponto perto da entrada principal, e os carros podem deixar passageiros na entrada do pátio, que não tem degraus.

Pegue o trem A sentido norte (uptown) até a estação 190th Street e suba pelo elevador da estação até a Fort Washington Avenue. De lá, dá para ir a pé pela trilha sinalizada que atravessa o Fort Tryon Park ou pegar o ônibus M4 por um ponto até o museu. O M4 também faz o caminho inteiro desde perto da Penn Station, subindo a Madison Avenue até a porta, mas a viagem é longa, então saia com folga.

02

Ingressos

  • Fecha toda quarta-feira, além do Dia de Ação de Graças, 25 de dezembro e 1º de janeiro. Abre às 10h; de novembro a fevereiro fecha às 16h30, e não às 17h.
  • Adultos pagam 30 USD, visitantes a partir de 65 anos pagam 22 USD, estudantes 17 USD, e crianças de até 12 anos entram de graça. Não precisa reservar, mas com o ingresso comprado on-line você pula a bilheteria e vai direto para a entrada de uma galeria.
  • O ingresso também vale para o The Met Fifth Avenue, mas só no mesmo dia, o que está impresso nele. O Cloisters fica na ponta norte da ilha, então deixe um bom intervalo entre um e outro, e mais ainda se for de ônibus.
  • Quem mora no estado de Nova York paga quanto quiser, assim como os estudantes dos estados de Nova York, Nova Jersey e Connecticut, com um mínimo de um centavo. On-line, esse preço exige endereço de cobrança no estado de Nova York; estudantes de Nova Jersey e Connecticut compram na bilheteria com a carteirinha de estudante.
  • Pode fotografar para uso pessoal, sem flash, mas deixe canetas, câmeras de vídeo e paus de selfie fora das galerias.
  • De abril a outubro, o Trie Café serve sanduíches e bebidas sob as arcadas do claustro de Trie, das 11h às 16h.
03

O audioguia oficial

O Met publica o próprio guia digital do Cloisters sem custo nenhum, com roteiros em áudio, notas sobre as obras, listas de plantas e vídeos. Ele roda num app gratuito que você instala no celular, e o áudio também pode ser ouvido no navegador em metmuseum.org/audio pelo wi-fi gratuito do museu. O nosso também não custa nada; aponte o app Chiaro para tudo o que o roteiro do próprio Met deixa de fora.

Site oficial →

Perguntas

Existe um audioguia grátis do Met Cloisters?

Sim, e são dois. O nosso é o das cinco paradas acima: cada uma toca no navegador de qualquer celular, com o texto escrito embaixo. O Met também oferece de graça o próprio guia digital. Diante de qualquer outra coisa, de um capitel a uma estátua jacente, tire uma foto, e o app Chiaro conta o que é.

Quanto custa o audioguia oficial do Met Cloisters?

Nada. O guia do Met para o Cloisters vem num app gratuito, e o áudio também toca em metmuseum.org/audio no navegador, pelo wi-fi gratuito do prédio.

Onde ficam as tapeçarias do unicórnio no Met Cloisters?

Na galeria 17, a Sala das Tapeçarias do Unicórnio, no andar principal. As sete tapeçarias estão penduradas juntas ali; de uma delas, O unicórnio se rende a uma donzela, só restam dois fragmentos. O Retábulo de Mérode fica bem perto, na galeria 19, a Sala Mérode.

O Met Cloisters fecha às quartas-feiras?

Sim. Abre seis dias por semana e fecha toda quarta-feira, além do Dia de Ação de Graças, 25 de dezembro e 1º de janeiro. Nos dias de funcionamento, o horário começa às 10h e termina às 17h de março a outubro, e às 16h30 no inverno.

O ingresso do Met Cloisters inclui o The Met Fifth Avenue?

Sim, mas só por um dia. Segundo o Met, todo ingresso dá acesso às exposições e às duas unidades no mesmo dia, a data impressa nele. Se voltar no dia seguinte, você precisa de um ingresso novo.

Como chegar ao Met Cloisters de metrô?

Pegue o trem A sentido norte até a 190th Street e use o elevador para chegar à Fort Washington Avenue. Depois, atravesse o Fort Tryon Park a pé ou pegue o ônibus M4 por um ponto até a porta do museu.

Mais audioguias

Feito pela Chiaro. Sem vínculo com o Met Cloisters.