Castelo de Edimburgo · Edimburgo · Guia independente
Audioguia do Castelo de Edimburgo,
cinco paradas, grátis.
Uma fortaleza sobre uma chaminé vulcânica de uns 350 milhões de anos, a 130 metros acima do mar e sitiada vinte e seis vezes: ouça cinco dos seus lugares nesta página e depois aponte a câmera do Chiaro para todo o resto da rocha.
Feito pela Chiaro. Sem vínculo com o Castelo de Edimburgo.
A Esplanada e o pavilhão de entrada
Castelo de Edimburgo, Edimburgo
Essa foi a parte gratuita
A partir de uma foto, o Chiaro apresenta o Castelo de Edimburgo em cada detalhe.
As cinco paradas · 12 minutos de áudio
Cinco paradas, um percurso,
na ordem em que você vai vê-las.
Comece o seu audioguia do Castelo de Edimburgo no pé da ladeira, lá fora na Esplanada (Esplanade), antes que alguém peça o seu ingresso: a primeira parada só precisa de uma boa vista do portão. Os ingressos são escaneados no Portão da Grade Levadiça (Portcullis Gate), onde a segunda parada leva você para o norte pela Bateria de Argyle até o One o'Clock Gun, o canhão da uma hora. Dali, uma rua de pedras sobe cerca de 350 metros, mais íngreme no Foog's Gate, até a Crown Square e o Grande Salão, no lado sul da praça; a Bateria da Meia-Lua, na ponta leste do Upper Ward, o recinto superior, olha de volta para a crista por onde você subiu; e o passeio termina no topo, na Capela de Santa Margarida e em Mons Meg, perto dos degraus de pedra por onde se sai. São uns dez minutos de áudio, por conta própria, dentro das duas horas que o próprio castelo recomenda reservar.
Horários, preços e o trajeto pelos portões foram lidos no site da própria Historic Environment Scotland, edinburghcastle.scot, em 26 de setembro de 2026, e guardados junto com o texto oficial que sustenta cada um; a história é conferida com uma segunda referência independente. O castelo muda os horários conforme a estação e pode fechar de uma hora para outra com mau tempo, então o site dele tem a palavra final sobre cada dia. Se um funcionário lá na rocha disser algo diferente desta página, fique com a palavra dele e conte para a gente o que mudou.
Voello, CC0, via Wikimedia Commons. Foto: Voello
Parada 1 de 5 · A Esplanada (Esplanade), do lado de fora do portão do castelo, olhando para oeste, para o pavilhão de entrada, com a Bateria da Meia-Lua acima dele e o Palácio Real à esquerda
A Esplanada e o pavilhão de entrada
Esplanada traçada como praça de armas em 1753; pavilhão de entrada (Gatehouse) projetado por R Lawson Scott, do Departamento de Engenheiros Reais, em 1886–1888, com nichos de Sir Robert Lorimer (1864–1929); estátuas de Robert the Bruce, obra de Thomas Clapperton, e de William Wallace, obra de Alexander Carrick (1882–1966), acrescentadas em 1929 · Esplanada 1753, ampliada em 1845; fosso seco 1742; pavilhão de entrada 1888; estátuas 1929 · Pátio asfaltado de 110 metros de comprimento numa inclinação de 5 graus, subindo até o pavilhão de entrada e seu fosso; Castle Rock, a rocha do castelo, uma chaminé vulcânica de dolerito com o cume a 130 metros acima do nível do mar
Repare em
- As duas estátuas nos nichos, uma de cada lado do portão: Robert the Bruce e William Wallace, colocadas em 1929, quarenta e um anos depois de o próprio pavilhão ser construído.
- O lema entalhado sobre o arco, Nemo me impune lacessit: ninguém me ataca impunemente.
- O grande muro curvo que se ergue atrás do pavilhão de entrada. É a Bateria da Meia-Lua (Half Moon Battery), e o bloco alto à esquerda dela é o Palácio Real.
- O despenhadeiro dos dois lados da Esplanada. Penhascos protegem a rocha ao norte, ao sul e a oeste, o que deixa esta encosta leste como a única subida de fato acessível.
Transcrição (2:10)
Tudo neste castelo começa pela ladeira sob os seus pés. Você está na única subida fácil. A rocha à sua frente é a chaminé de um vulcão que surgiu há uns 350 milhões de anos, e ao norte, ao sul e a oeste os penhascos dela despencam oitenta metros até o chão. O dolerito, duro, resistiu às geleiras e protegeu a rocha mais mole que ficava atrás, e é por isso que a Cidade Velha desce daqui para o leste numa longa cauda. O único jeito cômodo de entrar é subir por esta crista, no mesmo sentido em que você caminha, e é por isso que todos os portões que você vai atravessar estão virados para cá.
O terreno aberto é mais novo do que parece. Foi traçado como praça de armas em 1753 e alongado em 1845. Antes disso, aqui ficava o Spur, um baluarte de terra em ângulo de 1548, um dos primeiros de estilo italiano na Grã-Bretanha. E na primavera de 1573 esta ponta da crista foi uma posição de artilharia. Durante o Longo Cerco, o Lang Siege, as tropas inglesas montaram baterias em Castle Hill, bem de frente para as muralhas do leste, e a partir de dezessete de maio dispararam uns três mil tiros contra o castelo em doze dias. Guarde isso. Na quarta parada, você vai pisar no que foi construído por cima dos estragos.
Agora olhe bem em frente para o pavilhão de entrada, o Gatehouse. É a cantaria mais nova à sua frente, acrescentada em 1888 como enfeite, não como defesa. As duas estátuas dos nichos chegaram ainda depois, em 1929: Robert the Bruce, de Thomas Clapperton, e William Wallace, de Alexander Carrick. Sobre o arco corre o lema Nemo me impune lacessit, ninguém me ataca impunemente, o que faz todo o sentido num lugar que, segundo um estudo de 2014, sofreu vinte e seis cercos em mil e cem anos. O fosso seco diante do portão ganhou a forma atual em 1742.
Acima e atrás do pavilhão se ergue o grande muro curvo da Bateria da Meia-Lua, e à esquerda dele o bloco alto do Palácio Real. Essa fachada, bateria e palácio juntos, é o rosto que o castelo mostra à cidade desde a década de 1580.
Uma coisa para lembrar ao passar. Dentro do túnel do pavilhão há um antigo relevo de pedra com a carreta de um canhão. Quando você chegar ao topo, vai conhecer o grande canhão cuja carreta foi copiada desse relevo.
Peulle, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons, recortada. Foto: Peulle
Parada 2 de 5 · Depois do Portão da Grade Levadiça (Portcullis Gate), onde os ingressos são escaneados, saia à direita para a Bateria de Argyle, virado para o norte, sobre a Princes Street; o One o'Clock Gun fica no fim da bateria, ao lado do Redcoat Café
O Portão da Grade Levadiça e a Bateria de Argyle
Portão iniciado pelo regente Morton depois do Longo Cerco, com as partes altas concluídas por William Schaw em 1584; refeito no alto como Torre de Argyle por Hippolyte Blanc (1844–1917), com dinheiro de William Nelson; a Bateria de Argyle projetada pelo capitão John Romer e construída por William Adam · Portão a partir da década de 1570, partes altas de 1584; Torre de Argyle 1886–1887; Bateria de Argyle, décadas de 1720 e 1730; primeiro disparo do One o'Clock Gun em 1861 · Pavilhão de alvenaria de pedra bruta e cantaria sob uma torre em estilo baronial escocês; a bateria, uma plataforma de artilharia na face norte, onde o One o'Clock Gun é hoje um canhão de campanha de 105 mm
Repare em
- As duas camadas do portão: a alvenaria simples do século XVI em volta do arco e, em cima, a torre de Hippolyte Blanc da década de 1880, com o parapeito sobre mísulas e o torreão arredondado no canto.
- A fileira de canhões ao longo da Bateria de Argyle, apontados para o norte, sobre a Princes Street e a Cidade Nova.
- O One o'Clock Gun, o canhão da uma hora, no fim da bateria, em Mills Mount, ao lado do Redcoat Café.
- O Monumento a Nelson em Calton Hill, a nordeste, que sustentava a bola do tempo (Time Ball) que o canhão veio reforçar.
Transcrição (2:25)
Pare logo depois do portão e vire-se para olhar o que você acabou de atravessar, porque o Portão da Grade Levadiça são dois prédios empilhados um em cima do outro.
A metade de baixo, a alvenaria rústica em volta do arco, é obra do regente Morton, começada depois do Longo Cerco. Ela substituiu a Torre do Condestável, uma torre redonda erguida neste mesmo ponto na década de 1370. Em vinte e três de maio de 1573, sob os canhões ingleses de que você ouviu falar na Esplanada, essa torre desabou, e o entulho bloqueou a entrada do castelo. William Schaw terminou as partes altas do novo portão em 1584.
A metade de cima pertence a outro século. Em 1886 e 1887, o arquiteto de Edimburgo Hippolyte Blanc trocou o andar superior simples pela torre em estilo baronial escocês que você vê agora, toda torreões e parapeito sobre mísulas, paga pelo editor de Edimburgo William Nelson. Já foi descrita como uma restauração levada ao extremo. Chama-se Torre de Argyle por causa do nono conde de Argyll, preso aqui antes de ser executado em 1685. Não era a primeira estadia dele: anos antes, ele tinha fugido deste mesmo castelo disfarçado de lacaio da irmã.
Agora vire-se para o norte e saia para a Bateria de Argyle. Este lado do castelo é do século XVIII. Em 1728, o general Wade relatou que as defesas estavam arruinadas e eram insuficientes, e ao longo das décadas de 1720 e 1730 o engenheiro militar capitão John Romer projetou, e o arquiteto William Adam construiu, uma nova linha de baterias nas faces norte e oeste. Seis canhões defendem esta aqui, e diante deles se abre a vista para o norte: a Princes Street logo abaixo, a Cidade Nova mais adiante e o estuário do Forth no horizonte.
No fim, em Mills Mount, está o One o'Clock Gun, o canhão da uma hora. A ideia veio de Paris em 1861, trazida pelo empresário John Hewat, para que os navios no estuário pudessem acertar os relógios. Ele servia de reforço à bola do tempo do Monumento a Nelson, a torre alta que você consegue distinguir em Calton Hill, à sua direita, e que não servia para nada com neblina. O som é lento, então em 1861 alguém imprimiu um mapa mostrando quando o estrondo chegava de fato a cada parte de Edimburgo. O canhão só atirou para valer uma vez, em dois de abril de 1916, contra um zepelim alemão, e errou. Desde 2001 é um canhão de campanha de 105 milímetros, e o estrondo ainda faz as pessoas darem um pulo lá embaixo, na Princes Street.
Paul Hudson from United Kingdom, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons. Foto: Paul Hudson from United Kingdom
Parada 3 de 5 · Crown Square, a praça da Coroa, no lado sul, no que o castelo chama de seu coração; o Palácio Real fica no lado leste da praça e o Memorial Nacional de Guerra Escocês no lado norte
O Grande Salão, na Crown Square
Construído para o rei Jaime IV; restaurado por Hippolyte Blanc (1844–1917) em obras iniciadas na década de 1880 e pagas por William Nelson · Concluído em 1511; quartel a partir de 1650, depois hospital militar; restaurado por Hippolyte Blanc · Salão de arenito com telhado de madeira em vigas de martelo (hammerbeam) sobre mísulas de pedra entalhadas, 29 por 12,5 metros
Repare em
- O telhado: vigas de madeira gigantes apoiadas em mísulas de pedra entalhadas, um dos dois únicos telhados medievais originais em vigas de martelo da Escócia.
- As pedras entalhadas sob as vigas: cabeças e símbolos como o cardo, com detalhes renascentistas comparados a obras de Blois, na França.
- Lá fora, na praça, as iniciais douradas MAH sobre a porta do Palácio Real, de Maria Stuart e Henrique Stuart, lorde Darnley.
- O Memorial Nacional de Guerra Escocês, do outro lado da praça, ao norte, um quartel transformado em santuário em 1927.
Transcrição (2:40)
Você está no nível mais alto do castelo, e é graças à Crown Square que ele é plano. A rocha embaixo é irregular, então na década de 1430 os construtores ergueram uma plataforma de grandes abóbadas de pedra e montaram a praça em cima. Quatro prédios a fecham: o Palácio Real a leste, o Memorial Nacional de Guerra Escocês ao norte, o Edifício da Rainha Ana a oeste e, aqui ao sul, o Grande Salão.
Antes de entrar, uma palavra sobre os outros três. No palácio, em dezenove de junho de 1566, Maria Stuart deu à luz Jaime VI, rei da Escócia aos treze meses de idade e também da Inglaterra a partir de 1603. Procure as iniciais douradas MAH sobre a porta: Maria e o segundo marido, Henrique Stuart, lorde Darnley. No primeiro andar fica a Sala da Coroa, que guarda as Honras da Escócia, as joias reais mais antigas da Grã-Bretanha. A coroa foi feita para Jaime V, que a usou pela primeira vez em 1540. As Honras foram escondidas do exército de Cromwell de 1651 a 1660, trancadas num baú depois da União de 1707 e só redescobertas em 1818, por Sir Walter Scott. O memorial de guerra do outro lado da praça era o Quartel Norte até Sir Robert Lorimer transformá-lo num santuário, inaugurado em 1927, para um país em que um em cada cinco alistados na Primeira Guerra Mundial nunca voltou para casa. Lá dentro, o ponto mais alto da rocha do castelo aflora através do piso.
Agora entre no salão e olhe para cima, porque o que importa é o telhado. Jaime IV terminou o salão em 1511. Vigas de madeira gigantes repousam sobre pedras entalhadas com cabeças e com símbolos como o cardo, e esse entalhe tem detalhes renascentistas que já foram comparados a obras de Blois, na França, de por volta de 1515. É um dos dois únicos salões medievais da Escócia com o telhado original em vigas de martelo. O piso embaixo dele mede vinte e nove metros por doze e meio.
Jaime quase não o usou. Dois anos depois de terminá-lo, foi morto em Flodden, lutando contra o exército do cunhado, Henrique VIII. Quando as tropas de Cromwell tomaram o castelo em 1650, fizeram do salão um quartel, e em 1737 ele foi dividido em três andares para abrigar 312 soldados. Depois virou hospital militar. Hippolyte Blanc, o arquiteto da Torre de Argyle que você deixou lá embaixo, o restaurou segundo a ideia que o século XIX fazia de um salão medieval.
Uma história que você pode esquecer: não há prova de que o Parlamento da Escócia tenha se reunido aqui alguma vez. Já Carlos I de fato deu um banquete neste salão em 1633, e dormiu no palácio ao lado em dezessete de junho, a véspera da sua coroação escocesa. Desde então, nenhum monarca reinante se hospedou no castelo.
Chris Brown, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons. Foto: Chris Brown
Parada 4 de 5 · O lado leste do castelo, sobre a entrada principal e a Esplanada, na ponta leste do Upper Ward, o recinto superior, ao lado do Palácio Real
A Bateria da Meia-Lua
Construída sob o regente Morton, em parte sob a supervisão do mestre de obras William MacDowall, sobre as ruínas da torre de Davi II · 1573–1588, sobre a Torre de Davi, iniciada em 1367–1368; a torre foi redescoberta em 1912 · Bateria de artilharia curva, de pedra, que envolve a Torre de Davi, uma torre em planta de L cujo corpo principal media 16 por 12 metros e tinha 18 metros de altura, com restos que ainda se erguem até 15 metros acima da rocha
Repare em
- A vista para o leste ao longo da crista: a Esplanada logo abaixo, a Cidade Velha mais adiante, Calton Hill, a encosta de Arthur's Seat e o estuário do Forth.
- Os canhões ao longo do parapeito, peças de 18 libras fundidas em 1810, durante as Guerras Napoleônicas.
- A Esplanada, logo abaixo de você. As baterias do Longo Cerco ficavam em Castle Hill, um pouco além, apontadas para este lado do castelo.
Transcrição (2:29)
Este é o único lugar do castelo de onde você pode olhar direto para trás, para o caminho por onde veio. Lá embaixo está a Esplanada, onde este passeio começou, e mais adiante a Cidade Velha, que corre para o leste pela sua crista, com Calton Hill, a longa encosta de Arthur's Seat e o estuário do Forth ao fundo. Em maio de 1573, havia canhões ingleses lá embaixo, em Castle Hill, apontados para a torre que ficava exatamente onde você está.
Porque esta bateria é uma tampa. Embaixo dela estão os restos da Torre de Davi, iniciada em 1367 ou 1368 por Davi II, que morreu no castelo em 1371, antes de vê-la pronta. Tinha planta em L, com um corpo principal de dezesseis metros por doze e dezoito metros de altura, e algumas das histórias mais sombrias do castelo aconteceram lá dentro. Em novembro de 1440, o conde de Douglas, de dezesseis anos, e o irmão mais novo foram chamados aqui, recebidos no que ficou conhecido como o Jantar Negro e executados diante do rei Jaime II, que tinha dez anos. Em 1479, o duque de Albany, trancado na torre por conspirar contra o irmão, Jaime III, embebedou os guardas e desceu por uma janela numa corda.
Então veio o Longo Cerco. Kirkcaldy of Grange defendia o castelo em nome de Maria Stuart, e em vinte e dois de maio de 1573, sob o bombardeio inglês, a muralha sul da Torre de Davi desabou. Em menos de uma semana Grange tinha se rendido, e em três de agosto foi enforcado na Mercat Cross, a cruz do mercado de Edimburgo.
O regente Morton construiu esta bateria sobre os escombros entre 1573 e 1588. Os historiadores não são gentis com ela: enorme, imponente de ver e, já naquela época, uma obra de artilharia ineficaz e ultrapassada. O que ela fez foi enterrar a velha torre e empurrar o palácio para a frente como o rosto do castelo, o que pode muito bem ter sido a intenção. A torre em si ficou esquecida até que obras de manutenção de rotina a encontraram de novo em 1912, com a muralha externa ainda marcada pelos tiros de 1573. Os restos dela se erguem até quinze metros acima da rocha.
A torre ainda tinha mais um segredo para guardar. Durante a Segunda Guerra Mundial, a coroa da Escócia foi escondida lá dentro, enterrada numa latrina medieval.
Os canhões ao longo do parapeito à sua frente são peças de 18 libras fundidas em 1810, durante as Guerras Napoleônicas. E o primeiro canhão da hora do castelo era disparado desta bateria, antes de o One o'Clock Gun se mudar para Mills Mount, no lado norte.
Paul Hudson from United Kingdom, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons. Foto: Paul Hudson from United Kingdom
Parada 5 de 5 · O topo da rocha, no Upper Ward: depois do Foog's Gate, a capela fica à esquerda, passando a loja Whisky and Finest Food Shop, e Mons Meg fica do lado de fora, bem em frente
A Capela de Santa Margarida e Mons Meg
Capela construída para o rei Davi I e restaurada em 1851–1852; vitrais de Douglas Strachan (1875–1950). Mons Meg feita para Filipe, o Bom, duque da Borgonha, e dada de presente ao rei Jaime II · Capela por volta de 1130; vitrais de 1922. Mons Meg 1449, dada a Jaime II em 1457, de volta ao castelo desde 1829 · Capela de alvenaria de pedra bruta com paredes de 61 cm de espessura, uma nave de 4,87 metros de comprimento e 3 de largura por dentro e um arco triunfal de volta perfeita com 1,52 metro de largura; Mons Meg, uma bombarda de ferro forjado de cerca de seis toneladas que disparava balas de pedra de 150 kg
Repare em
- O arco triunfal dentro da capela: de volta perfeita, românico, entalhado com ziguezagues em chevron, e original.
- O vitral de Santa Margarida de Douglas Strachan, de 1922: coroada, segurando um livro, com o nome num filactério embaixo.
- Os aros de ferro e as longas aduelas que formam o cano de Mons Meg, e as enormes balas de pedra ao lado dela.
- O pequeno cemitério de cães na saliência abaixo do terraço de Mons Meg, onde os soldados enterravam os mascotes dos regimentos.
Transcrição (2:37)
Você está no topo da rocha, e o pequeno prédio simples ao seu lado é o mais antigo de Edimburgo. O rei Davi I o construiu por volta de 1130 e o dedicou à mãe, Margarida, a rainha que morreu neste castelo em 1093 e foi declarada santa pelo papa Inocêncio IV em 1250. A capela é minúscula. Por dentro, a nave tem menos de cinco metros de comprimento e três de largura, e as paredes têm sessenta e um centímetros de espessura.
Entre e olhe o arco entre a nave e o santuário. É de volta perfeita, românico, entalhado com ziguezagues em chevron, e é original. Quase todo o resto aqui foi perdido e reencontrado. Na noite de catorze de março de 1314, o castelo foi tomado em nome de Robert the Bruce, que mandou destruir todos os prédios da rocha menos este, e no leito de morte, em 1329, deixou dinheiro para consertá-lo. A partir do século XVI a capela virou paiol de pólvora, e a origem dela foi esquecida de tal forma que precisou ser redescoberta, em 1845, pelo antiquário Sir Daniel Wilson, que a encontrou servindo de depósito no fundo de uma capela da guarnição. Foi restaurada em 1851 e 1852 com o apoio da rainha Vitória.
Os vitrais são a coisa mais nova ali: cinco, feitos em 1922 por Douglas Strachan, mostrando Santa Margarida, Santo André, São Columba, São Niniano e William Wallace. Encontre Margarida, coroada, segurando um livro, com o nome num filactério a seus pés. Sempre há flores frescas, porque a confraria da capela cuida de renová-las, e todas as integrantes dela têm o nome da santa.
Agora saia até o grande canhão no terraço. Esta é Mons Meg, batizada com o nome da cidade de Mons, na atual Bélgica, onde foi feita, e dada de presente ao rei Jaime II em 1457. Ela pesa cerca de seis toneladas e lançava balas de pedra de 150 quilos a até 3,2 quilômetros. Olhe o cano e dá para ver como foi feito: longas aduelas de ferro presas com aros de ferro. Em 1460 ela foi arrastada por oitenta quilômetros até o cerco do castelo de Roxburgh, nunca mais de cinco quilômetros por dia, mesmo puxada por uma junta de bois, e Jaime morreu nesse cerco quando outro dos seus canhões explodiu. Em 1558, para comemorar o casamento de Maria Stuart, ela disparou uma bala que caiu onde hoje fica o Jardim Botânico Real. O cano dela estourou em 1681, ela passou setenta e cinco anos na Inglaterra, e em 1829 voltou para casa a partir das docas de Leith, com escolta de cavalaria e infantaria.
A carreta dela é aquela que pedimos para você lembrar no pavilhão de entrada: ela copia o relevo de pedra daquele túnel. Antes de começar a descer, dê uma olhada por cima do muro abaixo deste terraço e procure um cemitério minúsculo, onde os soldados enterravam os cães dos regimentos.
Guia independente · Chiaro
Aponte o Chiaro para qualquer coisa no Castelo de Edimburgo.
Cinco lugares numa rocha que guarda centenas. Um brasão de regimento entalhado sobre a porta de um quartel, um canhão no Forewall sem nenhuma placa à vista, uma mísula do Grande Salão com um rosto, uma torre pontiaguda no horizonte da Cidade Velha: tire uma foto e o Chiaro diz o que é, quem construiu e o que aconteceu ali, e continua respondendo enquanto você anda pelas ameias.
Antes de ir
Como chegar
Edinburgh Castle, The Esplanade, Edinburgh EH1 2NG, no alto da Royal Mile. Suba pela Castlehill até a Esplanada, 110 metros de asfalto aberto que sobem suavemente até o pavilhão de entrada; a primeira parada toca ali fora, e os ingressos são escaneados mais adiante, no Portão da Grade Levadiça.
Waverley, a principal estação de trem, fica a uma curta caminhada, mas sempre ladeira acima; a estação de Haymarket fica a oeste da Princes Street. Os ônibus urbanos que passam por The Mound ou pela George IV Bridge param perto. Do aeroporto, o bonde chega à Princes Street em cerca de 30 minutos, e o ônibus expresso Airlink 100 chega à Waverley Bridge em 25. O castelo não tem estacionamento público, e o mais próximo é o Castle Terrace NCP.
Ingressos e acesso
- Compre online, e cedo. O castelo avisa que os ingressos costumam esgotar com muita antecedência, principalmente no verão, e quando acabam online também não sobra nenhum na bilheteria. Os ingressos padrão online são vendidos para um horário de entrada, enquanto o ingresso flexível, mais caro, dispensa isso e deixa você ir em qualquer dia dentro de uma semana. Online também sai mais barato: o ingresso de adulto custa 23,50 £ online contra 26,00 £ no dia. Compre em edinburghcastle.scot, porque o castelo alerta para sites imitadores que vendem ingressos falsos.
- Na temporada de verão, de primeiro de abril ao fim de setembro, os portões ficam abertos das 9h30 às 18h, e os últimos visitantes entram às 17h. Na metade de inverno do ano, o fechamento passa para as 17h e a última entrada para as 16h, com fechamento mais cedo em 24 de dezembro e abertura às 11h em 1º de janeiro. O castelo fecha em 25 e 26 de dezembro e pode fechar com mau tempo.
- O One o'Clock Gun dispara todos os dias, menos aos domingos, na Sexta-feira Santa e no dia de Natal, ao lado do Redcoat Café, no fim da Bateria de Argyle. É alto e repentino, e o veículo que leva visitantes com mobilidade reduzida até a Crown Square para das 12h15 às 13h15 por causa dele.
- O castelo não aceita malas nem mochilas de 30 litros ou mais, e não tem guarda-volumes. De maio a outubro, a arquibancada do Tattoo é montada na Esplanada, mas a primeira parada continua começando ali.
O audioguia oficial
O audioguia da própria Historic Environment Scotland custa 4,00 £ e tem, entre outras, as vozes de Saoirse Ronan e Bill Paterson. Dá para alugar um aparelho no balcão de audioguias logo depois do Portão da Grade Levadiça ou comprar o download junto com o ingresso e ouvir no celular; nesse caso, o castelo recomenda baixar antes de sair, porque o sinal lá em cima na rocha é instável. É grátis para visitantes cegos e com baixa visão, e sócios da Historic Scotland e portadores do Explorer Pass têm 20% de desconto. A visita guiada oficial (Official Guided Tour), de 30 minutos, custa 6,50 £ à parte, além da entrada, é reservada com antecedência e só existe em inglês. As cinco paradas do Chiaro são uma alternativa grátis que roda no navegador, e o texto completo de cada uma fica embaixo do botão de play, o que ajuda quando o One o'Clock Gun dispara no meio de uma frase.
Site oficial →Perguntas
Existe um audioguia grátis do Castelo de Edimburgo?
Sim: as cinco paradas daqui não custam nada e tocam no navegador de qualquer celular, da Esplanada, do lado de fora do portão, até Mons Meg, no topo. O audioguia do próprio castelo é um extra pago de 4,00 £, mas visitantes cegos e com baixa visão recebem de graça. Para tudo o que fica entre uma parada e outra, tire uma foto no app Chiaro e deixe que ele conte a história.
Posso ouvir o audioguia do Castelo de Edimburgo sem ingresso?
A primeira parada, sim. Você a ouve na Esplanada, antes do portão, onde ninguém confere nada. Os ingressos são escaneados no Portão da Grade Levadiça, e as outras quatro paradas, a Bateria de Argyle, o Grande Salão, a Bateria da Meia-Lua e a Capela de Santa Margarida com Mons Meg, ficam todas lá dentro e entram no ingresso padrão, sem mais nada para reservar.
Quanto custa o audioguia oficial do Castelo de Edimburgo?
4,00 £, com 20% de desconto para sócios da Historic Scotland e portadores do Explorer Pass, e grátis para visitantes cegos e com baixa visão. Dá para alugar um aparelho no balcão logo depois do Portão da Grade Levadiça ou comprar como download junto com o ingresso. A visita guiada oficial de 30 minutos é separada: custa 6,50 £ por pessoa além da entrada, é reservada com antecedência e feita só em inglês.
Quando o Castelo de Edimburgo fecha?
Em 25 e 26 de dezembro. Ele também fecha mais cedo em 24 de dezembro, abre mais tarde em 1º de janeiro e pode fechar de uma hora para outra com mau tempo, então o castelo sugere conferir antes de ir quando a previsão estiver ruim. Em todos os outros dias, abre às 9h30, e os últimos visitantes entram uma hora antes de os portões fecharem.
Onde fica Mons Meg no Castelo de Edimburgo?
No topo, no terraço em frente à Capela de Santa Margarida, no Upper Ward: suba pelo Foog's Gate e a capela fica à sua esquerda, com Mons Meg na frente. É a quinta parada desta página, um canhão de cerca de seis toneladas dado ao rei Jaime II em 1457.
Quanto tempo reservar para o Castelo de Edimburgo?
O castelo recomenda separar pelo menos duas horas para as principais atrações. As cinco paradas daqui somam uns dez minutos de áudio, e quase toda a caminhada entre elas é a subida de pedras de cerca de 350 metros do portão até a Crown Square, mais íngreme no Foog's Gate.
Mais audioguias
Feito pela Chiaro. Sem vínculo com o Castelo de Edimburgo.