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Catedral de Santo Estêvão · Viena · Guia independente

Audioguia da Catedral de Santo Estêvão,
cinco paradas, grátis.

Um portal românico de cerca de 1230 sob uma Torre Sul de 136,4 metros, concluída em 1433: ouça aqui cinco lugares da catedral de Viena e, entre um e outro, aponte a câmera do Chiaro para qualquer escultura, túmulo ou altar e pergunte o que é.

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Feito pela Chiaro. Sem vínculo com a Catedral de Santo Estêvão.

9:41

A Porta dos Gigantes e as Torres dos Pagãos

Catedral de Santo Estêvão, Viena

0:00 2:24
Parada 1 de 5

As cinco paradas · 12 minutos de áudio

Cinco paradas, um percurso,
na ordem em que você vai vê-las.

A catedral de Viena deixa você entrar sem pagar nada e cobra por quase tudo o que fica além da porta, por isso este audioguia da Catedral de Santo Estêvão, para fazer por conta própria, foi montado em torno dessa linha. A primeira parada fica na Stephansplatz, de frente para a Porta dos Gigantes, no centro da fachada oeste. A segunda fica logo depois dessa porta, na área gratuita do fundo da igreja, olhando para o leste ao longo da nave. A terceira, o púlpito no segundo pilar à esquerda, está na parte da nave coberta pelo ingresso de visitação da catedral. O elevador da Torre Norte, a quarta parada, sai de dentro da igreja, do lado norte, e tem ingresso próprio; a Torre Sul, a quinta, é subida a partir de uma porta separada, do lado de fora, na face sul, com outro ingresso. Ouvidas uma após a outra, as cinco narrações somam cerca de dez minutos, e a pé o percurso inteiro tem algumas centenas de metros no plano, mais uma subida de elevador e 343 degraus.

O que esta página diz sobre horários, ingressos e portas foi tirado de stephanskirche.at, o site para visitantes da própria administração da catedral, em 27 de setembro de 2026, e a história contada nas gravações, cada data e cada medida, foi conferida numa segunda fonte independente. Santo Estêvão é uma catedral em pleno funcionamento, onde as missas vêm primeiro, e a visitação pode ser suspensa em cima da hora: se a equipe da porta ou um aviso dentro da igreja disser algo diferente desta página, siga o que eles dizem e mande uma mensagem para a gente corrigir.

Parada 1 de 5 · Stephansplatz, lado oeste, de frente para o Riesentor, o portal principal, em frente à saída do metrô (U-Bahn)

A Porta dos Gigantes e as Torres dos Pagãos

Canteiros românicos anônimos da segunda igreja paroquial, por volta de 1230–1250; o janelão gótico da fachada oeste acrescentado por volta de 1420 · Portal e torres 1230–1250; janelão oeste aberto por volta de 1420 · Calcário; portal românico afunilado com vão livre de 2,4 metros, entre duas Torres dos Pagãos de 65,3 e 66,3 metros

Repare em

  • As duas barras de ferro embutidas no muro à esquerda da porta: as varas vienenses do linho e do pano, de 89,6 e 77,6 centímetros, onde qualquer um podia conferir a medida de um comerciante.
  • Cristo entronizado no tímpano sobre a porta, com um anjo de cada lado e um joelho descoberto, um detalhe que ninguém conseguiu explicar.
  • As duas Torres dos Pagãos, uma de cada lado do portal: 65,3 e 66,3 metros de altura e um metro de diferença na largura, não exatamente gêmeas.
  • O sinal O5 gravado no lado oeste, a marca da resistência austríaca de 1938 a 1945, primeiro pintado e depois entalhado na pedra.
Transcrição (2:24)

Afaste-se o bastante na praça para ver a fachada oeste inteira, e você vai perceber que ela não é um prédio só, mas vários, empilhados. O muro escuro em volta da porta e as duas torres finas de cada lado são a coisa mais antiga que você vai ver hoje: obra românica de cerca de 1230 a 1250, da igreja que ficava aqui antes de a catedral gótica crescer em volta dela e engoli-la. O alto janelão pontiagudo sobre a porta só foi aberto nesse muro antigo por volta de 1420. E a grande torre que se ergue lá atrás, à sua direita, o Steffl, pertence à igreja gótica.

A porta é o Riesentor, a Porta dos Gigantes. A explicação pitoresca é um osso. No século quinze, enquanto cavavam as fundações da Torre Norte, operários encontraram um fêmur enorme, na verdade de um mamute, e como ele só podia ser de um gigante, foi pendurado no pórtico. A explicação sem graça, a preferida da própria associação de amigos da catedral, é a palavra do alto-alemão médio risen, afundar ou cair, porque o portal se estreita para dentro como um funil, cada arco mais recuado que o anterior.

A abertura tem só 2,4 metros de largura. Em novembro de 1711, quando a antiga Pummerin foi trazida da fundição até aqui, o sino não passava: foi preciso tirar os batentes da porta e recortar um quadrado da parte de baixo do tímpano esculpido, recolocado depois. Em outubro de 1957 a nova Pummerin entrou pelo mesmo caminho, e de novo foi preciso remover pedras.

Olhe para cima, para esse tímpano. Cristo está sentado numa moldura em forma de amêndoa, como soberano do mundo, com um anjo de cada lado, e um dos joelhos está descoberto. Ninguém sabe por quê; uma teoria liga o detalhe aos ritos de iniciação das lojas de canteiros medievais. Abaixo dele, dragões, leões e basiliscos rastejam pelo friso, as forças do mal mantidas do lado de fora da porta, e os entrelaçados esculpidos nas colunas deviam prendê-las ali.

As duas torres são as Heidentürme, as Torres dos Pagãos, provavelmente porque foram construídas com pedra de uma antiga muralha romana, obra pagã aos olhos de um cristão medieval. Elas têm 65,3 e 66,3 metros de altura, e a largura das duas difere em um metro.

Antes de entrar, olhe o muro à esquerda da porta. Há duas barras de ferro embutidas na pedra: as varas vienenses, as medidas oficiais da cidade para o linho e para o pano, de 89,6 e 77,6 centímetros, onde qualquer um podia conferir a medida de um comerciante. Dizem que o buraco redondo acima delas mostra o tamanho que um pão precisava ter. Na verdade, é só o encaixe gasto de uma ferragem da porta.

Parada 2 de 5 · Logo depois do Riesentor, na área gratuita do fundo da igreja, de frente para o leste ao longo da nave

A nave, vista da área gratuita logo depois da Porta dos Gigantes

Hans Puchsbaum e a oficina da catedral, na nave gótica; no fundo, o altar-mor dos irmãos Johann Jakob e Tobias Pock, feito para o bispo Philipp Friedrich, conde de Breuner · Paredes da nave a partir de 1359, abobadada entre 1446 e 1474; altar-mor 1641–1647; reconstruída após o incêndio de 12 de abril de 1945 e reaberta em 26 de abril de 1952 · Igreja-salão de calcário, com 107 metros de comprimento e 40 de largura, sob uma estrutura de telhado de aço de cerca de 600 toneladas que substituiu o madeiramento de lariço queimado

Repare em

  • O altar-mor no fundo, de mármore negro quase até o alto do coro, com o apedrejamento de santo Estêvão como retábulo: obra dos irmãos Pock, de 1641 a 1647.
  • As figuras nos pilares, em grupos sob dosséis de pedra ao longo de toda a nave: setenta e sete, doadas por cidadãos de Viena.
  • O púlpito no segundo pilar à sua esquerda, com a escada enrolada em volta do pilar; ele sobreviveu a 1945 dentro de uma carapaça de tijolos.
Transcrição (2:28)

Agora você está dentro, logo depois da Porta dos Gigantes, no fundo da igreja. Pare um instante e deixe o olhar ir aonde os construtores queriam levá-lo: direto, por toda a extensão da nave, até o altar-mor lá no fundo.

Esse altar é de mármore, sobretudo mármore negro polonês, e sobe quase até o alto do coro gótico. Os irmãos Johann Jakob e Tobias Pock o fizeram entre 1641 e 1647 para o bispo Philipp Friedrich, conde de Breuner, e a pintura no centro é o apedrejamento de santo Estêvão, o padroeiro desta igreja, com o céu se abrindo acima dele e Cristo à espera. Todo 26 de dezembro, dia da sua festa, o sol do meio-dia alcança a imagem dele nesse altar.

Agora olhe os pilares mais próximos. Cada um carrega figuras de pé, em grupos, sob dosséis de pedra, setenta e sete ao longo da nave, e foram doadas pelos cidadãos de Viena: uma procissão de pedra que conduz o seu olhar até o altar. A abóbada acima delas foi começada na década de 1440, quando Hans Puchsbaum era mestre de obras, e fechada em 1474.

Tudo o que está acima dessa abóbada, o telhado inteiro, é de 1950. Na noite de 11 para 12 de abril de 1945, nos últimos dias dos combates por Viena, o fogo chegou ao telhado da catedral a partir dos prédios que ardiam em volta da praça. Durante décadas se disse que os russos tinham incendiado o telhado a tiros de canhão, ou então os alemães; as testemunhas contam uma história mais simples, de saqueadores que puseram fogo nas casas vizinhas e de faíscas que entraram pelos buracos que a batalha já tinha aberto no telhado. O madeiramento medieval, dois mil metros cúbicos de lariço, queimou por inteiro. Uma parede de sustentação do sótão desabou através das abóbadas do coro, e os sinos, o órgão e o cadeiral gótico entalhado do coro se perderam.

Podia ter sido pior. Dois dias antes, quando uma bandeira branca foi hasteada na torre, o comandante da cidade, Sepp Dietrich, mandou reduzir a catedral a escombros com cem granadas. Um capitão da Wehrmacht, Gerhard Klinkicht, se recusou, e uma placa na catedral o lembra por isso. E as peças mais preciosas daqui de dentro tinham sido emparedadas em carapaças de tijolos, e é por isso que o púlpito no segundo pilar à sua esquerda escapou.

A reconstrução levou sete anos. A nova estrutura do telhado é de aço, 605 toneladas, erguida na mesma altura e com a mesma inclinação da antiga, e os estados federais austríacos ajudaram a pagá-la. Em 26 de abril de 1952 a catedral reabriu, e no mesmo dia um novo sino grande chegou à Stephansplatz sob os aplausos da multidão.

Parada 3 de 5 · Nave, segundo pilar da fileira norte contando a partir do Riesentor, na parte paga da nave; o Fenstergucker fica no pé da escada, do lado da nave lateral norte

O púlpito, e o homem na janela logo abaixo

Por muito tempo atribuído ao mestre de obras da catedral Anton Pilgram (c. 1460–1515), hoje mais vezes a um mestre seguidor de Niclaes Gerhaert van Leyden; a atribuição ainda é discutida. Restaurado em 1878–1880 sob a direção de Friedrich von Schmidt · Por volta de 1510–1515 (há quem o date de cerca de 1500) · Arenito de Breitenbrunn, com o pé talhado em três blocos; uma escada de 15 degraus se enrola em volta do pilar até o púlpito

Repare em

  • O Fenstergucker no pé da escada, debruçado numa janela de pedra com um compasso na mão, sob um pequeno escudo com uma marca de canteiro.
  • Os sapos e lagartos que sobem brigando pelo corrimão da escada, e o cachorrinho de pedra que espera lá em cima.
  • Os quatro Padres da Igreja no bojo do púlpito, cada um com um temperamento diferente; Gregório Magno segura uma lupa.
  • As letras REN. A. D. 1880 sob o homem na janela, a assinatura dos restauradores do século dezenove.
Transcrição (2:23)

Vá até o segundo pilar da esquerda e procure a flor de pedra. É a melhor descrição que já se encontrou para este púlpito: o bojo onde ficava o pregador brota da haste como uma flor se abrindo, esculpido num arenito fino e claro de Breitenbrunn, entre 1510 e 1515, mais ou menos.

Se ele está aqui, no meio da nave, encostado a um pilar, em vez de lá na frente, é por um motivo prático. Os sermões eram pregados na língua dos fiéis, e antes dos microfones o pregador precisava estar no meio do povo para ser ouvido.

Quatro rostos olham para fora do bojo: os quatro Padres da Igreja latina, e cada um é também um dos quatro temperamentos e uma das quatro idades da vida. Da esquerda para a direita, Agostinho, com seu tinteiro, é o melancólico; o papa Gregório Magno, segurando uma lupa, o fleumático; Jerônimo, com o chapéu de cardeal, o colérico; Ambrósio, o sanguíneo.

Agora siga a escada, que dá a volta no pilar. O corrimão está vivo. Sapos e lagartos sobem por ele, mordendo uns aos outros: os lagartos, que saem para o sol, representam o bem, e os sapos, que ficam no pântano, o mal. Lá em cima, onde o pregador entrava, está sentado um cachorrinho de pedra, o cachorrinho sem medo, que garante que nenhum deles passe dali.

Depois olhe para o pé da escada e encontre o homem na janela. Ele se debruça numa abertura de pedra, de gorro, segurando um compasso, a ferramenta de um mestre de obras, e parece bem seguro de si. Os vienenses o chamam de Fenstergucker, o que olha pela janela. Durante séculos ele foi tido como o mestre de obras da catedral Anton Pilgram, porque a marca de canteiro de Pilgram está gravada no pequeno escudo acima dele, e o conjunto todo era chamado de púlpito de Pilgram. Essa atribuição é discutida. Hoje o projeto é atribuído com mais frequência a um mestre que trabalhava à maneira do grande escultor neerlandês Niclaes Gerhaert van Leyden, talvez com Pilgram entre os entalhadores; e a pesquisa mais recente diz que o homem na janela pode ser Pilgram, afinal.

Embaixo dele dá para ler as letras REN. A. D. 1880. É a assinatura dos restauradores, da campanha dirigida por Friedrich von Schmidt que desmontou o púlpito e tirou dele a velha pintura a óleo e, com ela, infelizmente, todo vestígio da cor original.

Ele ainda é usado, no Advento e na Quaresma. Em 7 de outubro de 1938, sob o domínio nazista, o cardeal Innitzer pregou deste púlpito para os jovens de Viena. No dia seguinte, a Juventude Hitlerista invadiu o palácio arquiepiscopal.

Parada 4 de 5 · Torre Norte, no lado norte da igreja; o elevador para a plataforma ao ar livre ao lado do sino sai da nave lateral norte, a poucos passos da porta principal

A Torre Norte e a Pummerin

Iniciada sob o imperador Frederico III, com projeto atribuído a Hans Puchsbaum; o coroamento renascentista dos irmãos Hans e Caspar Saphoy; a Pummerin fundida em 1951 em Sankt Florian, na Alta Áustria · Base a partir de 1450, pedra fundamental por volta de 1467, obras interrompidas em 1511; coroamento de 1578; Pummerin instalada aqui em outubro de 1957 · Toco de torre em pedra, com 68,3 metros de altura até o topo do coroamento; a Pummerin é um sino de bronze com 314 centímetros de diâmetro na boca

Repare em

  • Da praça, antes de subir: o pequeno coroamento renascentista de 1578 sobre um toco de pedra que para mais ou menos na metade da altura da Torre Sul.
  • A águia bicéfala bem no alto do coroamento, que deu à Torre Norte seu outro nome, a Torre da Águia.
  • O telhado ao lado da plataforma: sobre o coro, no lado norte, as telhas formam os brasões da Cidade de Viena e da República da Áustria, com o ano de 1950.
Transcrição (2:23)

Aqui em cima, na plataforma da Torre Norte, você está ao lado do maior sino da Áustria, no alto de uma torre que nunca foi terminada.

Ela deveria ser a gêmea da grande Torre Sul. A base foi começada sob o imperador Frederico III em 1450, e a primeira pedra fundamental foi lançada dezessete anos depois. Então chegaram juntos a Reforma e os exércitos otomanos avançando sobre Viena, e a cidade precisava muito mais das suas muralhas do que de uma segunda flecha. A última fiada de pedras traz o ano de 1511. Os vienenses contam de outro jeito: o jovem construtor Hans Puchsbaum, dizem, vendeu a alma ao diabo para terminar a torre em um único ano e conquistar a filha do seu mestre, com uma condição: nunca pronunciar o nome de Deus nem o de nenhum santo. A moça se chamava Maria.

Em 1578 os irmãos Hans e Caspar Saphoy puseram sobre o toco o pequeno coroamento renascentista, com a águia bicéfala da Casa da Áustria no topo, e é por isso que ela também se chama Adlerturm, a Torre da Águia. Tem 68,3 metros de altura, mais ou menos a metade da vizinha.

Agora, o sino. A antiga Pummerin foi fundida em 1711 com canhões que o exército otomano deixou para trás depois do cerco de 1683, e ficou pendurada na Torre Sul até 12 de abril de 1945, quando a sua armação de madeira em chamas desabou e o sino caiu e se despedaçou. A nova Pummerin foi um presente da província da Alta Áustria, fundida em Sankt Florian, e não na primeira tentativa: em outubro de 1950 uma viga cedeu, o bronze derretido escorreu e pôs fogo na arquibancada dos espectadores. A segunda fundição, em 5 de setembro de 1951, deu certo. O sino tem 314 centímetros de diâmetro na boca, pesa mais de vinte toneladas e é o terceiro maior da Europa ocidental e central.

Ele chegou a Viena numa carreta rebaixada em abril de 1952, atravessando a zona soviética, onde os soldados acenaram para o comboio passar sem conferir os documentos, e uma multidão em festa o recebeu na Stephansplatz. Ele fica aqui, e não na Torre Sul, porque o sino antigo já tinha forçado aquela torre tão esguia, e o incêndio a enfraqueceu ainda mais.

Ele só toca nas grandes festas e em ocasiões especiais, e toda noite de Ano-Novo é transmitido pelo rádio e pela televisão, pouco antes da valsa Danúbio Azul. Antes de descer, olhe por cima da borda para o telhado ao seu lado: no lado norte, sobre o coro, as telhas vitrificadas desenham os brasões da Cidade de Viena e da República da Áustria, com o ano de 1950.

Parada 5 de 5 · Lado sul da catedral, do lado de fora: chega-se à entrada da torre pela Stephansplatz, meio escondida atrás da torre, em frente ao Curhaus, no número 3 da Stephansplatz

A Torre Sul, 343 degraus até a sala dos vigias

Fundada pelo duque Rodolfo IV; erguida acima do beiral com projeto de Peter von Prachatitz e concluída sob Hans von Prachatitz; o topo reconstruído por Friedrich von Schmidt · 1359–1433; o topo desmontado em 1860 por Leopold Ernst e refeito em pedra em 1862–1864 por Friedrich von Schmidt · Torre de calcário, com 136,4 metros de altura incluindo o remate; a Türmerstube, a sala dos vigias, fica a 67 metros, no alto de 343 degraus

Repare em

  • Da Stephansplatz, antes de subir: a cruz dupla e a águia bicéfala na ponta, a 136,4 metros, colocadas no aniversário do imperador em 1864.
  • Da Türmerstube: as telhas em zigue-zague do telhado da nave lá embaixo, e sobre o coro, no lado sul, a águia bicéfala desenhada em telhas com o ano de 1831.
  • A própria sala dos vigias, a 67 metros, no alto dos 343 degraus, onde se montou guarda contra incêndios de 1534 até o último dia de 1955.
Transcrição (2:47)

Trezentos e quarenta e três degraus, e você chegou à Türmerstube, a sala dos vigias, sessenta e sete metros acima da Stephansplatz. É o ponto mais alto da catedral aberto a visitantes. Acima de você a torre continua por quase setenta metros, até 136,4 metros na ponta, e só a equipe das obras da catedral vai além, saindo a cerca de cento e dez metros para uma escada de ferro do lado de fora.

Durante 421 anos houve alguém de plantão nesta sala. A partir de 1534, cinco anos depois do primeiro cerco otomano, a cidade manteve aqui em cima um vigia de incêndios. Se ele via fogo, agitava na direção dele uma bandeira vermelha de dia ou uma lanterna vermelha à noite, gritava o alarme para as ruas por um megafone de lata e mandava uma mensagem escrita por um tubo até o mestre da torre, lá embaixo, que avisava a guarda de incêndio. O último vigia desceu em 31 de dezembro de 1955. E em 1529 e de novo em 1683, com exércitos otomanos diante das muralhas, esta torre foi o principal posto de observação e de comando da defesa da cidade.

No fim, ela subiu depressa. O duque Rodolfo IV lançou a pedra fundamental em 1359, mas por volta de 1400 a torre só tinha vinte metros. Os mais de cem metros restantes subiram em uns trinta anos, com projeto de Peter von Prachatitz, e foram concluídos sob Hans von Prachatitz em 1433. Por seis anos, até Estrasburgo terminar a torre da sua catedral em 1439, nada na Europa continental era mais alto.

O topo não é medieval. Canhões franceses danificaram a flecha em 1809, e um reparo entre 1839 e 1842 piorou tudo: a ornamentação de pedra foi pendurada num núcleo de ferro, o ferro enferrujou e a ferrugem estourou as pedras. Em 1860 o topo foi desmontado, e Friedrich von Schmidt o reconstruiu em pedra, do jeito medieval, entre 1862 e 1864. Em 18 de agosto de 1864, aniversário do imperador, uma cruz e uma águia novas foram colocadas lá em cima. Antes disso a ponta tinha um sol e uma lua crescente, que depois do cerco de 1529 pareciam otomanos demais para o gosto dos vienenses; eles só foram trocados em 1686.

A torre afundou cerca de trinta centímetros no solo com o próprio peso, embora esse movimento tenha parado há muito tempo, e depois de uns trinta anos de restauração ela está livre de andaimes desde o outono de 2025.

Agora olhe para baixo, para o telhado. Duzentas e trinta mil telhas vitrificadas, assentadas em zigue-zague sobre a nave, numa inclinação que chega a oitenta graus no ponto mais íngreme, tão íngreme que a chuva o lava e a neve escorrega antes de conseguir esconder as cores. E sobre o coro, deste lado sul, as telhas formam uma águia bicéfala, o brasão do Império Austríaco, com o ano de 1831.

Guia independente · Chiaro

Aponte o Chiaro para qualquer coisa na Catedral de Santo Estêvão.

Só nos pilares da nave há setenta e sete figuras, e 230.000 telhas vitrificadas cobrem o telhado acima delas. Aponte o celular para um santo sob seu dossel de pedra, uma lápide embutida no muro externo ou uma gárgula num contraforte, e o Chiaro diz o que é, quem pagou e quando, e continua enquanto você ainda tiver alguma pergunta.

Por que Cristo está com um joelho descoberto sobre a porta?Quem é o homem debruçado na janela?Por que a Torre Norte nunca foi concluída?

Antes de ir

01

Como chegar

Stephansplatz 3, 1010 Viena. Entre pelo Riesentor, a porta principal no centro da fachada oeste, em frente às escadas que descem para o metrô (U-Bahn); essa entrada não tem degraus. A Torre Sul tem porta própria do lado de fora, na face sul, meio escondida atrás da torre, em frente ao Curhaus.

A estação Stephansplatz, das linhas U1 e U3 do metrô, sai na praça em frente à fachada oeste, e os ônibus 1A e 3A também param em Stephansplatz. Do aeroporto, o City Airport Train vai até Wien Mitte, onde se troca para a U3; da Hauptbahnhof, a U1 chega direto aqui, e da Westbahnhof, a U3.

02

Ingressos e acesso

  • Entrar na igreja não custa nada, e as portas ficam abertas até as 22h00, a partir das 06h00 em dias úteis e aos sábados e a partir das 07h00 aos domingos e feriados. Para ir além da área de entrada é preciso o ingresso de visitação da catedral, 8 €, ou 3 € para crianças até 14 anos, sem reserva. A visitação turística vai das 09h00 às 11h30 e das 13h00 às 16h30, e aos domingos e feriados só existe o horário da tarde; missas e outros eventos podem encurtá-la, então consulte o calendário da catedral para o seu dia.
  • Cada torre tem ingresso próprio, 8 € o adulto, e nenhuma exige reserva. O elevador da Torre Norte funciona todos os dias das 9h00 às 19h00, com última subida às 18h30, e sua porta tem 56 centímetros de largura; a Torre Sul tem o mesmo horário, 9h00–19h00, com última subida às 18h15, só pela escada. O ingresso All-Inclusive, 29 € o adulto com uma criança menor de 14 anos grátis, cobre a visitação da catedral com audioguia no smartphone, as duas torres, uma visita às catacumbas e o Dom Museum Wien, e vale por um ano.
  • As catacumbas só são mostradas em visita guiada, 8 € para adultos, que sai várias vezes por dia da escada das catacumbas, dentro da igreja. Não são acessíveis sem degraus: são 22 para descer e 43 para voltar.
  • Fotos e filmagens só para uso pessoal, e tripés não são permitidos. A catedral pede a todos que se vistam de forma adequada a uma igreja, e aos homens que tirem o chapéu.
Ingressos oficiais →
03

O audioguia oficial

Os guias da própria catedral fazem uma visita guiada aberta ao público em inglês às 10h30 e em alemão às 15h30, de segunda a sexta, por 8 € o adulto e 3 € a criança, com saída em frente à Domshop e sem necessidade de reserva. Para a visita por conta própria é possível alugar audioguias na bilheteria logo depois da porta principal, e o ingresso All-Inclusive inclui um audioguia digital para o seu próprio smartphone. Esta página tem outra proposta: começa do lado de fora, na praça, acompanha você até o alto das duas torres e traz o texto completo de cada gravação abaixo do player.

Site oficial →

Perguntas

Existe um audioguia grátis da Catedral de Santo Estêvão?

Sim. Tudo nesta página toca de graça no navegador do celular, e duas das paradas, a Porta dos Gigantes e a vista da nave a partir da área gratuita logo depois dela, também não pedem ingresso. O audioguia da própria catedral é entregue na bilheteria logo depois da porta principal, e um digital vem junto com o ingresso All-Inclusive. Para uma escultura ou uma lápide de que nenhum deles fale, uma foto no app do Chiaro traz a história.

Dá para ouvir o audioguia da Catedral de Santo Estêvão sem ingresso?

As duas primeiras paradas, sim. A Porta dos Gigantes fica do lado de fora, na Stephansplatz, e a vista da nave se ouve da área gratuita logo depois dela. O púlpito, a terceira parada, está na parte da nave coberta pelo ingresso de visitação da catedral, e as torres Norte e Sul têm, cada uma, seu próprio ingresso.

Quanto custa o audioguia oficial da Catedral de Santo Estêvão?

Os audioguias da catedral para a visita por conta própria são entregues na bilheteria, logo depois da porta principal, então pergunte lá. Um audioguia digital para o smartphone está incluído no ingresso All-Inclusive, 29 € o adulto. A visita guiada aberta com um guia da catedral, em inglês nas manhãs de dias úteis às 10h30, custa 8 €.

Quando dá para visitar o interior da Catedral de Santo Estêvão?

A igreja abre todos os dias desde o começo da manhã até as 22h00, mas a visitação turística fica limitada a dois horários, 09h00–11h30 e 13h00–16h30, exceto aos domingos e feriados, quando só abre o da tarde. Missas e eventos podem restringi-la em cima da hora, e o calendário da catedral mostra quais são. A primeira parada desta página, do lado de fora, na Stephansplatz, funciona aconteça o que acontecer lá dentro.

Onde fica o Fenstergucker na Catedral de Santo Estêvão?

No pé da escada do púlpito, no segundo pilar da fileira da esquerda para quem entra pela Porta dos Gigantes. Ele se debruça numa pequena janela de pedra sob a escada, com um compasso na mão. Essa parte da nave está no ingresso de visitação da catedral.

Qual torre da Catedral de Santo Estêvão vale a pena subir?

São dois passeios bem diferentes. A Torre Sul, o Steffl, tem 136,4 metros de altura, e você sobe 343 degraus até a sala dos vigias, a 67 metros, o ponto mais alto aberto a visitantes. A Torre Norte, com 68,3 metros, tem um elevador até uma plataforma ao ar livre ao lado do sino Pummerin. Cada uma tem seu próprio ingresso, e nenhuma exige reserva.

Mais audioguias

Feito pela Chiaro. Sem vínculo com a Catedral de Santo Estêvão.